Divulgação Divulgação

Vinícius de Moraes, poeta, sambista e embaixador

Digam o que quiserem, mas, além do Brasil, qual outro país no mundo teria condições de reunir numa única pessoa três qualidades distintamente espetaculares: poeta, sambista e embaixador?

Seu nome de nascimento era Marcus Vinícius de Moraes. Porém, para os inúmeros amigos, milhões de fãs, esposas (nove, ao todo), o poeta, dramaturgo, jornalista, compositor, cantor e diplomata era apenas o “poetinha”, autor de memoráveis canções e que não temia afirmar: “É melhor ser alegre que ser triste / Alegria é a melhor coisa que existe / É assim como a luz no coração” (“Samba da Benção”).

Vinícius nasceu no Rio de Janeiro no dia 19 de janeiro de 1913, menos de 14 anos após a Proclamação da República no Brasil. Contudo, de antiquado não tinha nada.

Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933. Em 1938, conquistou bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1943, foi aprovado para o Ministério das Relações Exteriores, assumindo, em 1946, como vice-cônsul em Los Angeles, e, nos anos 50, atuou no campo diplomático em Paris e em Roma. No final de 1968, foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5, quando estava em Portugal. Foi anistiado (post-mortem) em 1998.

Entretanto, para Vinícius de Moraes, a Poesia era a sua maior vocação e dela se originavam todas as suas demais atividades artísticas e culturais. E como produziu o “poetinha”. Suas obras incluem 20 livros de poesias, peças teatrais como "As Feras", "Cordélia e o Peregrino malvado", "Orfeu da Conceição", "Procura-se uma Rosa", 31 discos (lançados entre 1956 e 2015) e dezenas de canções compostas com parceiros do quilate de Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Haroldo e Paulo Tapajós, Baden Powel, Eduardo Bacri, Antonio Maria, Edu Lobo, Cláudio Santoro, Marília Medalha, Chico Buarque, Francis Hime, Moacir Santos, Ary Barroso, Pixinguinha e Carlos Lyra.

Composta por Vinícius e Tom, “Chega de Saudade” foi gravada e lançada por João Gilberto em 1958, considerada marco inicial do novo estilo musical que surgia: a Bossa Nova.

O “poetinha” partiu aos 66 anos, no dia nove de julho de 1980, no Rio de Janeiro, após passar a noite compondo e conversando com o parceiro e amigo Toquinho. “Quem já passou por esta vida e não viveu / Pode ser mais, mas sabe menos do que eu / Porque a vida só se dá pra quem se deu / Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu, ai / Quem nunca curtiu uma paixão / Nunca vai ter nada, não” (“Como dizia o poeta”).

Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 14 jul 2018 15:35Atualizado em: sábado, 14 jul 2018 15:52

Comentários (0)

Enviar Comentário
     
Sobre
O melhor programa de videoclipes da Baixada Santista agora tem um blog com curiosidades, clipes e as melhores músicas da sua rádio preferida. Você também pode pedir sua música por aqui!