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Os ‘metaleiros’ também amam

Nem só de metal pesado vive o Rock and Roll, mas também das coisas do coração.

Os tolos ainda pensam que cantar e tocar os sentimentos da alma é para os ‘caretas’. Esquecem-se dos inúmeros exemplos de canções românticas gravadas por grupos de rock pesado e que permanecem na programação de emissoras de rádio de todo o planeta, décadas após seus lançamentos ao mercado. Tantas canções que seria impossível enumerá-las.

Passam por “Changes” (1972), do grupo inglês Black Sabbath, na voz de Ozzy Osbourne, inspirada no término do relacionamento de Bill Ward, baterista da banda, e sua primeira esposa; "Love Hurts", gravada pela primeira vez em 1960 pela dupla The Everly Brothers e eternizada, em 1976, na versão da banda escocesa Nazareth; e outras, como: “Love Ain’t No Stranger” (Whitesanake); “I´ll Be There For You” (Bon Jovi); “Don’t Cry” e “Sweet Child O’ Mine” (Guns N’ Roses); “Wasting Love” (Iron Maiden); “I Don’t Want To Miss A Thing” (Aerosmith); “Is This Love?” (Whitesnake); “Angel” (Jimi Hendrix) etc.

Para encurtar a infindável lista, vamos citar aquela que talvez seja a mais popular das baladas românticas de grupos ‘metaleiros’: "Still Loving You", da banda alemã Scorpions.

Composta pelo guitarrista Rudolf Schenker, que fundou a banda em 1965, e pelo também guitarrista e cantor Klaus Meine, a canção foi lançada em 1984, no 9º álbum de estúdio do grupo, intitulado “Love at First Sting”, e narra um amor desesperado. (“If we'd go again, All the way from the start, I would try to change, The things that killed our love”).

Só mesmo ouvindo-a para compreender a dor de quem clama: “I'm still loving you, I'm still loving you, I need your love, I'm still loving you”.

Confira.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 16 jun 2018 17:08Atualizado em: sábado, 16 jun 2018 17:11
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Carpenters, a dupla que confrontou o rock pesado

Grupos musicais formados por pessoas de uma mesma família, principalmente irmãos, são comuns em todas as partes do planeta. Poucos, porém, tiveram trajetória tão rápida e marcante como a dupla formada por Karen Carpenter e seu irmão Richard, que em pouco mais de uma década gravaram 11 álbuns, cinco dos quais atingiram o Top 10 das paradas internacionais.

A história começou em 1963, quando a família mudou-se de Connecticut para a Califórnia para que Richard, com 17 anos, aperfeiçoasse seus conhecimentos musicais. Karen, com 13 anos, ainda preferia atividades esportivas. Na escola, formaram com colegas o sexteto Spectrum. Mas decidiram seguir em dupla, com Richard ao piano e Karen na bateria, e ambos cantando. Até que foram percebidos pela atriz Petula Clark e apresentados ao músico Herb Alpert, dono da A&M Records.

O primeiro álbum, “Offering” (1969), continha canções de Richard do tempo do Spectrum e uma versão de “Ticket to Ride” (Lennon / McCartney), que alcançou sucesso imediato, a ponto de mudar a denominação original do disco. Em 1970, os Carpenters já eram mundialmente conhecidos com o lançamento de “(They Long to Be) Close to You” (Burt Bacharach / Hal David), que chegou ao 1º lugar, onde permaneceu por 14 semanas.

Vieram as bem sucedidas turnês nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Japão, na Austrália, nos Países Baixos, no Brasil e na Bélgica. E, numa época em que grupos importantes de rock pesado faziam sucesso, os Carpenters excursionavam e vendiam milhões de discos com suas músicas suaves e românticas.

O sucesso repentino e a avalanche de shows cobrou um preço excessivamente alto: Karen desenvolveu anorexia nervosa e, em 1975, viu-se forçada a cancelar apresentações no Reino Unido e no Japão. Seu irmão Richard desenvolveu dependência de soníferos. A situação de ambos agravou-se. Em 1978, encerraram as turnês e buscaram tratamento médico hospitalar.

Karen Carpenter, mesmo em tratamento, faleceu no dia 04 de fevereiro de 1983. Seu irmão Richard Carpenter tratou-se e livrou-se da dependência química. Entretanto, a dupla de tanto sucesso já não existia mais.

Ainda hoje, 35 anos após a morte de Karen, os Carpenters mantem legiões de admiradores em todos os continentes.

Aqui você confere o vídeo da gravação de outro grande sucesso dos Carpenters: “Only Yesterday”.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sexta-feira, 08 jun 2018 20:28Atualizado em: sexta-feira, 08 jun 2018 20:40
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O rock romântico de Bryan Adams

Por fora! Brega! Careta! Quadrada!

Inúmeros são os adjetivos pejorativos atribuídos às músicas românticas, na grande maioria das vezes por pessoas que se autodenominam “entendidas” e “de vanguarda”.

Isso, porém, em nada influencia a enorme aceitação popular por canções de linha melódica suave e letras que destacam e realçam o Amor. Até mesmo os mais radicais grupos metaleiros já deixaram à posteridade músicas com grande dose de romantismo.

Na linha roqueira, um dos mais bem sucedidos autores de baladas de sucesso é, sem dúvida, o cantor, guitarrista, compositor e fotógrafo canadense Bryan Adams.

Filho de diplomata, em 1969, aos 10 anos ganhou o seu primeiro violão, presente de um empresário angolano. Aos 14, já participava de apresentações e, aos 15, tomou a decisão que nortearia a sua vida: deixou a escola e ingressou em sua primeira banda, viajando pelo Canadá. Aos 18, já estava contratado por uma gravadora.

Dez anos depois, Bryan Adams já era um dos mais bem-sucedidos músicos do mundo, somando, até agora, mais de 100 milhões de álbuns vendidos.

Lançado em 1991, o álbum “Waking up the neighbours” continha a canção "(Everything I do) I do it for you", de Bryan Adams, Michael Kamen e Robert Lange, que conquistou sucesso estrondoso e fez parte da trilha sonora do filme "Robin Hood: Prince of Thieves".

Bryan Adams também é reconhecido por canções românticas, como "Heaven" e “Summer of 69”, do seu terceiro álbum “Reckless” (1984) e "Please Forgive Me", do álbum “So Far, So Good” (1993), dentre muitas outras.

Aqui, você confere versão ao vivo de “(Everything I Do) I Do It For You”, refletindo: “Você sabe que é verdade. Tudo que eu faço, Eu faço por você.”

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sexta-feira, 01 jun 2018 22:32
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Joe Cocker: o cantor do coração liberto

Sua voz era gutural. Seus gestos lembravam crises espasmódicas. Entretanto, tão logo aquela figura estranha, com cabelos emaranhados, surgiu no palco do Festival de Woodstock, a sua sorte e o seu sucesso estavam definidos.

Era tarde de domingo, 17 de agosto de 1969, último dia daquele festival que reuniu 500 mil jovens em uma fazenda norte-americana. O locutor fez uma rápida apresentação e chamou ao palco o cantor inglês Joe Cocker, de 25 anos, que iniciou sua apresentação cantando “Let's Go Get Stoned”. A empatia com o público foi imediata. E chegou ao ápice quando o até então pouco conhecido cantor encerrou seu show com a sua histórica e inigualável versão de “With Little Help From My Friends”, de Lennon & McCartney.

Ousadia surpreendente. Essa música havia sido lançada apenas dois anos antes no antológico álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, do ultrafamoso grupo The Beatles.

Em termos de Joe Cocker, tanto o público norte-americano quanto nós, brasileiros, sabíamos quase nada àquela época. Eu estava com 16 anos quando assisti “Woodstock” no cinema (com idade alterada na carteira de estudante, pois o filme era proibido para menores de 18) e fiquei impressionado com aquela apresentação (aliás, com o filme todo. Mas, aqui, o assunto é Joe Cocker).

Nascido John Robert Cocker no dia 20 de maio de 1944, em Sheffield, Inglaterra, ele começou a cantar profissionalmente aos 15 anos e cantou em três grupos, chegando a utilizar o nome artístico de ‘Vance Arnold’. Até que, em 1969, alcançou fama e gravações de grande sucesso em vendas, como "She Came Through the Bathroom Window" (Lennon & McCartney), "Cry Me a River", "Feelin Alright" e "The Letter", sendo esta a sua primeira gravação a entrar no “Top Ten” dos Estados Unidos.

Na década de 70, vieram problemas graves de saúde, provenientes do abuso de álcool e drogas. Joe Cocker tratou-se e retornou aos palcos nos anos 80, com novos sucessos como "Don't You Love Me Anymore", "Up Where We Belong", "You Are So Beautiful", "When The Night Comes", "You Can Leave Your Hat On" e "Unchain My Heart”.

O cantor da voz rouca morreu no dia 22 de dezembro de 2014, aos 70 anos, deixando uma legião de fãs por todo o planeta.

Confira aqui a versão de Joe Cocker para "Unchain my heart”, composta por Bobby Sharp e gravada pela primeira vez em 1961, por Ray Charles. Essa música registra inúmeras gravações por artistas distintos. Porém, foi na voz do cantor de gestos esquisitos que se tornou mundialmente conhecida.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sexta-feira, 25 mai 2018 19:02
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“Without You”: o romantismo dos anos 70

Em 1970, uma banda britânica apoiada pelo estúdio Abbey Road, do grupo The Beatles, lançou o LP “No Dice”. Era a Badfinger, formada por Pete Ham, Mike Gibbins, Tom Evans e Joey Molland, com sucesso internacional e o lançamento de seis álbuns em quatro anos, mas com desfecho rápido e trágico, que teve como registro dramático a morte por suicídio de dois de seus integrantes.

Entretanto, apesar da ascensão meteórica da Badfinger e da boa vendagem desse álbum, uma canção composta por Pete Ham e Tom Evans e produzida por Geoff Emerick, não causou impacto imediato, mesmo com o refrão marcante escrito por Evans: “I can't live, if living is without you”.

Foi somente em 1971, quando o cantor norte-americano Nilsson resolveu dar-lhe novo arranjo musical, regravá-la e inseri-la em seu sétimo álbum, intitulado “Nilsson Schmilsson”, que a canção “Without You” tornou-se um single famoso.

Com a versão de Nilsson, a música permaneceu como número 1 da Billboard Hot 100 dos Estados Unidos por quatro semanas (entre 19 de fevereiro a 18 de março de 1972) e rendeu ao cantor um Grammy de melhor performance vocalista-masculino-pop em 1973.

Além disso, em 1972, recebeu o Disco de Ouro pela RIAA (The Recording Industry Association of America), pela vendagem de um milhão de cópias, além da indicação de melhor disco do ano. Como resultado do trabalho de Nilsson, em 1972, "Without You" foi a música que mais rendeu royalties para Ham & Evans e permaneceu durante 24 semanas em 3º lugar no Top 40 da Billboard.

Mais de 18 regravações de “Without You” já foram registradas. A versão de Mariah Carey, produzida por ela e por Walter Afanasieff, foi lançada como terceiro compacto do álbum “Music Box”, em 24 de janeiro de 1994, uma semana após Harry Nilsson morrer de ataque cardíaco.

Confira “Without You” na versão de Harry Nilsson, até hoje, a mais tocada.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

Harry Nillson "Without You"

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 19 mai 2018 15:50
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