Começa construção de conjunto habitacional para população indígena de Bertioga

Por Santa Portal em 15/10/2021 às 06:20

Divulgação/Prefeitura de Bertioga
Divulgação/Prefeitura de Bertioga

Cerca de 30 moradias já começaram a ser construídas para o projeto “Bertioga E”, que irá abrigar em um conjunto habitacional a população indígena da Cidade. As casas do conjunto habitacional indígena da Aldeia Rio Silveiras já estão ganhando forma, e o projeto foi concebido respeitando a cultura da etnia guarani.

Este é o primeiro conjunto habitacional desse tipo no Estado de São Paulo. Nessa fase, estão sendo construídas 30 moradias pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em parceria com a Prefeitura.

As casas de alvenaria terão dois dormitórios, sala, cozinha, área de serviço, banheiro com acesso pelo lado externo e varanda com fogão a lenha. As primeiras unidades devem ser entregues em 2022.

O investimento é de mais de R$ 3,8 milhões, com recursos do Governo do Estado. As obras estão sendo executadas pela Terra Nova Construção e Engenharia. A conclusão desta etapa está prevista para 2023.

“É uma importante conquista. Com esse projeto, além de reduzir o déficit habitacional da Aldeia, estamos levando mais dignidade e qualidade de vida para a população indígena de Bertioga”, afirmou o prefeito Caio Matheus durante visita às obras nesta quarta-feira (13).

O projeto prevê a construção de 120 unidades habitacionais no total. Para viabilizar a edificação das casas, a Prefeitura realizou diversas reuniões com a CDHU, Fundação Nacional do Índio (Funai) e com os moradores da Aldeia.

O Cacique Adolfo Verá Mirim, líder da comunidade indígena, comemora o início da construção das casas e destaca a importância do projeto para a Aldeia. “É uma luta antiga. Essas moradias são muito importantes para o nosso povo. É preciso evoluir. A alvenaria não tira a identidade do índio. Índio será eternamente índio onde estiver”, ressalta.

O saneamento básico do conjunto será executado pela Prefeitura de Bertioga. As obras contemplam a construção de fossas sépticas, garantindo mais saúde à população indígena e também a preservação do meio ambiente.

O efluente do esgoto tratado terá um destino ecológico, com infiltração no solo e plantação de bananeiras para absorção dos nutrientes. O valor do investimento será de cerca de R$ 300 mil.

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