Fiscalização encontra infiltrações e medicamentos vencidos em almoxarifados de prefeituras

Por Santa Portal em 08/05/2026 às 15:00

USF Nova República, em Cubatão (em pé, à esq.); Almoxarifado central de Itanhaém (superior, à esq.); Almoxarifado central de Guarujá (superior, à dir.); Almoxarifado de Praia Grande (inferior, à esq.) e Policlínica da Areia Branca, em Santos (inferior, à dir.) | Divulgação/TCESP
USF Nova República, em Cubatão (em pé, à esq.); Almoxarifado central de Itanhaém (superior, à esq.); Almoxarifado central de Guarujá (superior, à dir.); Almoxarifado de Praia Grande (inferior, à esq.) e Policlínica da Areia Branca, em Santos (inferior, à dir.) | Divulgação/TCESP

Uma operação surpresa realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) encontrou irregularidades em almoxarifados e unidades de saúde da Baixada Santista durante a 2ª Fiscalização Ordenada de 2026, realizada nesta quinta-feira (7).

Segundo o TCE-SP, o levantamento identificou desperdício de mais de R$ 4,3 milhões em medicamentos descartados no estado, principalmente por vencimento dos produtos antes da distribuição. Na Baixada Santista, as irregularidades foram registradas em todas as cidades da região, com exceção de Bertioga e Peruíbe.

A ação mobilizou mais de 380 auditores em 300 municípios paulistas e revelou problemas como infiltrações, presença de mofo, medicamentos vencidos, armazenamento inadequado e falhas no controle de estoque.

Cubatão

Em Cubatão, os auditores encontraram divergências entre o estoque físico e o sistema de controle no almoxarifado da USF Nova República. Também foram identificados insumos e medicamentos armazenados em embalagens terciárias, além de infiltrações no local.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que as medidas corretivas já foram iniciadas, com parte das inconsistências sanadas de imediato. “O compromisso da Administração Municipal é com a eficiência total na aplicação dos recursos da saúde”, diz o posicionamento.

Itanhaém

Já em Itanhaém, o almoxarifado central apresentava janelas sem proteção contra luz solar, presença de mofo e falta de vedação adequada, permitindo a entrada de insetos. Os fiscais também encontraram medicamentos armazenados em embalagens inadequadas.

Na USF Suarão, os auditores identificaram medicamentos expostos ao sol e divergência no estoque de amoxicilina com clavulanato de potássio: o sistema registrava apenas quatro unidades, enquanto a contagem física apontou 129 caixas. A unidade também não possuía farmacêutico responsável, contando apenas com três estagiários.

A Secretaria de Saúde da cidade informou que as medidas corretivas já foram iniciadas, com parte das inconsistências sanadas de imediato.

Guarujá

Em Guarujá, o almoxarifado central tinha extintor de incêndio com validade vencida e funcionava sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O TCE-SP também encontrou infiltrações, degradação no forro, sinais de umidade nas paredes e medicamentos vencidos, incluindo insulina.

A Prefeitura de Guarujá esclarece que a unidade passou recentemente por reforma, incluindo melhorias no parque tecnológico destinado à conservação de medicamentos termolábeis. Quanto as infiltrações apontadas, a administração relata que são situações pontuais e já estão no cronograma para receberem manutenção a partir da próxima semana.

Praia Grande

Em Praia Grande, os fiscais encontraram medicamentos armazenados na porta da geladeira, além de infiltrações, mofo e remédios expostos à luz solar.

Mongaguá

Em Mongaguá, a fiscalização encontrou na medicamentos colados na parede, próximos a outros objetos e tomadas, presença de mofo e falta de termo-higrômetro na USF Agenor de Campos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que já está adotando as providências necessárias referentes aos apontamentos realizados durante a fiscalização.

“Em relação às questões estruturais identificadas, foi solicitada a remoção do material junto à equipe de limpeza da unidade, sendo a situação prontamente sanada. A unidade seguirá sendo monitorada. Sobre o apontamento referente à ausência de farmacêutico na unidade, a Secretaria esclarece que o Município passou por um processo de descentralização da farmácia municipal, visando ampliar o acesso da população aos medicamentos e reduzir filas e deslocamentos”.

Santos

Já em Santos, a Policlínica Areia Branca foi apontada por manter medicamentos em geladeira sem controle de temperatura. A unidade também não possuía farmacêutico responsável nem termo-higrômetro, equipamento utilizado para monitorar temperatura e umidade do ambiente.

O relatório do TCE-SP ainda apontou problemas estruturais em unidades de saúde de todo o estado. Mais de 55% dos prédios fiscalizados operavam sem AVCB, enquanto 73% das farmácias visitadas apresentavam falta de medicamentos essenciais, como psicofármacos e remédios para diabetes.

Segundo o órgão, as falhas de controle de estoque e armazenamento comprometem o abastecimento das unidades e podem afetar diretamente o atendimento à população.

A Prefeitura informou que  que foi notificada nesta quinta-feira (7) e já iniciou as adequações solicitadas pelo órgão na unidade.

São Vicente

Em São Vicente, insumos da saúde foram encontrados com itens encostados na parede, próximos à janela no almoxarifado. Os fiscais também encontraram mofo na unidade.

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