Cachorro atropelado e abandonado na rua mobiliza corrente de solidariedade em Cubatão
Por Santa Portal em 21/05/2026 às 10:00
Um cachorro atropelado e deixado ferido no meio da rua mobilizou moradores e profissionais da área da saúde em Cubatão, no litoral de São Paulo. Apelidado de Bombom, o animal ficou paraplégico após ser atingido por uma motocicleta na comunidade Água Fria.
O atropelamento aconteceu na manhã do dia 16 de abril. Segundo testemunhas, o motociclista fugiu sem prestar socorro e o cachorro permaneceu caído na rua por horas, até ser encontrado pela médica Adriana Kibe, que trabalha em frente ao local do acidente.
“Ele foi atropelado, acho que por volta das 6, 7 horas da manhã, e ficou ali no canto até a hora que a gente chegou. A gente começou a se mobilizar para levá-lo ao veterinário para ele receber a primeira ajuda”, relatou Adriana.
De acordo com ela, Bombom possuía tutor, mas passava boa parte do tempo solto na rua. Adriana afirmou que tentou contato com o responsável pelo animal após o acidente, mas não conseguiu apoio suficiente para o atendimento emergencial.
“Assim que ele foi atropelado, a gente tentou entrar em contato com o dono, mas tivemos dificuldade na parte do auxílio, para ele poder fazer alguma coisa [em relação a Bombom]. A gente tomou a frente e levou ele para um veterinário”, contou.
Na clínica veterinária, exames identificaram uma grave lesão na coluna. Bombom precisou passar por uma cirurgia de emergência para reduzir os riscos de complicações neurológicas mais severas.

“Ele chegou com um quadro de dor muito importante, bastante reativo à manipulação. A gente fez as primeiras manobras para estabilização da dor e da coluna para fazer a cirurgia o mais rápido possível. Conseguimos fazer em menos de 24 horas, o que reduziu os riscos de mielomalácia, que é a morte medular”, explicou a veterinária Carolina Braga César, que fez o atendimento de Bombom.
Durante o período de recuperação, o cachorro também precisou tratar a doença do carrapato e iniciou sessões de fisioterapia. Apesar de não poder recuperar os movimentos das patas traseiras, os veterinários afirmam que o animal apresenta bom estado geral de saúde. “Foi feita uma estabilização da coluna. A gente alinhou o canal medular para evitar compressão da medula, mesmo sabendo que o trauma gerou uma lesão muito importante, a ponto de a gente saber que o Bombom vai ficar paraplégico, mas que ele não tem dor”, afirmou Carolina.
Atualmente, Bombom recebe cuidados especiais em uma clínica veterinária e também está em um abrigo temporário. A expectativa agora é encontrar um lar definitivo para o cachorro. “O Bombom é muito prático. Geralmente, quando a gente põe os animais em cadeira de rodas, eles vão fazer adaptação com fisioterapia, mas ele não. A gente colocou ele na cadeira e ele começou a andar por si só”, disse a veterinária.
Os custos do tratamento estão sendo pagos por meio de doações. Uma campanha virtual foi criada para ajudar nas despesas médicas, compra de remédios e sessões de fisioterapia.
Interessados em colaborar podem entrar em contato com Gustavo Loyola pelo telefone (11) 97141-1183. O número também funciona como chave Pix para doações. Segundo os organizadores da campanha, as atualizações sobre a recuperação de Bombom são compartilhadas em um grupo de WhatsApp administrado por Gustavo.