Detentos do CPP de Mongaguá concluem pintura em escola de Itanhaém


23 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 24/05/2019 às 17:20
Detentos do CPP de Mongaguá concluem pintura em escola de Itanhaém Divulgação/SAP

BAIXADA SANTISTA - Reeducandos em regime semiaberto do Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Rubens Aleixo Sendin”, o CPP de Mongaguá, terminam a revitalização da Escola Estadual “Professora Aida Leda Bauer Davies” em Itanhaém no dia 26 de maio. A ação faz parte do projeto Escola + Bonita, que oferece capacitação na área de pintura de prédios públicos aos sentenciados e, ao mesmo tempo, mantém limpas e pintadas as estruturas de ambientes escolares pintadas do Estado.

Desde abril, 25 presos participaram de aulas teóricas na unidade prisional e partiram para atividade prática na escola durante os finais de semana, para não interferir no calendário da instituição de ensino. Os novos profissionais poderão realizar trabalhos de preparação e acabamento de superfícies imobiliárias, utilizando diferentes equipamentos, utensílios, ferramentas e produtos nesse processo.

Com esta turma de detentos na Baixada Santista, 125 reeducandos já atuaram na pintura de cinco escolas nas cidades de Itanhaém e de São Vicente. “Na minha visão, esses projetos trazem a perspectiva de um recomeço aos presos, trabalhando de forma honesta e longe da criminalidade”, destacou Samuel Marques Ribeiro Júnior, diretor do Centro de Trabalho e Educação no CPP de Mongaguá.

“Quando fiz a inscrição no programa, meu primeiro objetivo era o de realizar alguma atividade para ocupar o meu tempo e ganhar remição de pena”, afirmou Caio, sentenciado de 33 anos de idade. “Com o decorrer das aulas, percebi que o curso é uma grande oportunidade para aprender uma nova profissão”, completou.

Escola + Bonita
O projeto Escola + Bonita prevê a revitalização de 2,1 mil escolas estaduais de São Paulo até 2020. A ação é resultado de uma parceria entre as Secretarias da Administração Penitenciária (SAP), da Educação e de Desenvolvimento Econômico, sob gestão na SAP da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC). A pintura é feita em horários que não interrompam a utilização da escola, com tintas sem cheiro para não interferir na dinâmica dos profissionais no ambiente educacional.

A aliança entre as três Secretarias, além de dar cara nova a prédios públicos e contribuir na melhoria das condições de ensino, garante aos presos do regime semiaberto o diploma de pintores. “O projeto oferece uma oportunidade para que esses reeducandos, ao término da pena, saiam em liberdade capacitados para exercer uma profissão”, avaliou o secretário da SAP, Coronel Nivaldo Cesar Restivo.

Para Evaldo Barreto, diretor técnico do Grupo de Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade da CRSC, o projeto é um processo de preparação para a vida longe dos presídios. “Os detentos terão mais facilidade de serem inseridos no mercado de trabalho ou até mesmo de se tornarem empreendedores, diminuindo de forma significativa as chances de voltarem a cometer crimes”, comentou.