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Haters: o lado sombrio de uma sociedade


Olá pessoal.

 

Nesse artigo convido vocês a uma reflexão sobre uma síndrome gravíssima de caráter mundial.  O crescimento dos chamados “Haters” (Odiadores em uma tradução livre).

 

Que nossa sociedade sempre teve máculas de respeito com diversos segmentos dela, isso é notório e amplamente registrado ao longo da história mundial.   Mas vou me restringir ao que acontece em nosso país.

 

Durante ANOS, os negros foram oprimidos ABERTAMENTE pela sua etnia, considerada inferior desde a época da escravatura até bem pouco tempo atrás.     Um absurdo, não exclusivo do Brasil, mas que gerou (e ainda gera) extremas desigualdades sociais no trato, no viés ideológico.  E mesmo com leis que tipifiquem o RACISMO como crime, muito ainda vemos de discriminação velada, bullying e situações relativizadas onde eles continuam a ser alvo dessa prática.

 

Outros grupos, como mulheres, LGBTs, refugiados, religiões de matrizes africanas também sofrem no dia a dia com esse mesmo desrespeito, que vai de uma simples brincadeira desrespeitosa, até casos de violência e morte, por motivos que vão de simples achismos ou preconceitos pessoais, até fundamentalismo e intolerância.

 

Mas fato é que, com a chegada das redes sociais, e a suposta sensação de anonimato, os discursos de ódio tem se tornado cada vez mais feroz... não apenas na seara das minorias mencionadas mais acima, mas atingindo agora qualquer um que pense diferente de alguém ou de um grupo.    

 

No ano passado, em virtude das eleições, tivemos um aumento horrível da criação de perfis falsos de “haters”, e outros ainda o sendo em seus próprios perfis, propensos a atacar om os piores discursos de ódio as pessoas de visões políticas contrárias.  E isso foi visto nos dois lados.  Não existem um só culpado, muito menos defesa para isso.

 

Saindo da polêmica eleitoral, tivemos outros eventos em nosso país que despertaram os mais desumanos comentários que poderíamos ver em uma rede social e pública, e que por indignação me levaram a dividir com vocês esse assunto hoje.

 

A morte da vereadora carioca Marielle Franco, o atentado contra o então candidato Bolsonaro, a ruptura da barragem na cidade mineira Brumadinho,  o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo e, por último, a morte acidental do jornalista Ricardo Boechat.

 

O que une todos esses acontecimentos???    Para boa parte da população, um sentimento de pesar e indignação, e empatia com a dor das pessoas e vítimas, independente de qualquer divergência clubística, polícia, ideológica ou do que quer que seja.

 

Mas para outra fatia de nossa sociedade, tragédias assim foram comemoradas aos fogos por alguns e compartilhadas por outros sem número.  

 

Coisas do tipo:

“Elegeu o fulano... tem que morrer como castigo” (sobre Bolsonaro ter tido maioria naquela região);

Esquerdista mimizenta, teve o que procurou....” (sobre Marielle Franco, morta em condições ainda a serem reveladas); e, mais recentemente,

Morreu por castigo de Deus, por ter criticado o Malafaia...” ou “pena que a (...) também não estava a bordo, um a menos para criticar o Bolsonaro” (sobre a morte de Ricardo Boechat, e me reservo o direito de não colocar o nome da outra jornalista, supostamente contraria ao governo).

 

Meus amigos... quando vemos declarações como essa, nos ficam as perguntas:
Quando nos perdemos enquanto sociedade?  
Onde erramos na formação de nossas crianças, atuais adultos autores de frases tão desumanas?   
Como perdemos a humanidade de não nos sensibilizarmos com a dor do outro? Para os Cristãos, diria:  a dor de nossos irmãos?

 

Vemos alguns religiosos e seus líderes proferirem discursos de ódio contra aqueles que não pensam da mesma forma ou são diferentes.   Uns participando das comemorações acima relatadas...    Cristo é amor.  Não deveria ser um exemplo a ser seguido?    Amar não é proferir discurso de ódio.

 

Cada vez mais vemos pessoas odiando, se tornando os tais “haters” contra aquilo que não concordam.   Nós por vezes não concordamos com tamanhos absurdos que vemos no dia a dia e, se não nos policiarmos, talvez contribuamos para rebater discurso de ódio com outro discurso semelhante.

 

Para tudo!!!    Precisamos pensar...  precisamos transcender.

 

A vida está tão difícil para muitos, o peso está cada vez mais pesado para muitos de nossos irmãos.   E aqueles taxados como minorias, carregam fardo maior ainda.     


Convoco aos meus amigos desse canal, de respeito e positivismo, a lutarem contra esse ódio crescente.  Não sejamos nós “haters” empoderados de nossas convicções.

 

Que nossas armas não sejam as de fogo, mas sim a nossa empatia e entendimento da diversidade e pluralidade de pensamento e da existência humana em sociedade.  E com isso quero dizer que, para o que é crime, o rigor da lei... para o que for discordância ou divergência, apenas o respeito.   Em qualquer situação.

 

Que nossa mudança de atitude seja um exemplo para nossos filhos pequenos, e que essas sementes que distribuímos hoje contribuam para um jardim mais florido no amanhã.

 

Que sejamos mais LOVERS... sempre!

 

Até a próxima.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:12Atualizado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:15
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Inclusão Inclusiva


Olá amigos,

Estou de volta depois de um período de mudanças em minha vida pessoal, mas de muito trabalho, palestras e eventos sobre respeito, diversidade e inclusão.

Após minha participação no projeto do Curso On Line “LGBT+ Conceitos e Histórias”, idealizado pela Veduca.org em parceria com a SERASA EXPERIAN, tive a oportunidade de conhecer diversas iniciativas do mundo corporativo para a inclusão, não só de LGBTs, mas das chamadas minorias, as quais merecem igualmente a atenção e ações efetivas, por uma sociedade mais igualitária em todos os sentidos.

Nesse meu artigo, falarei um pouco sobre o que tenho visto nesses últimos meses, em contato mais direto com essa temática: INCLUSÃO.

Nessa semana participei do lançamento do IDIS – Instituto pela Diversidade e Inclusão no setor de Seguros, criado por iniciativa de profissionais da área de seguros para a discussão de assuntos ligados às minorias e sua inclusão no segmento.

No painel, onde tive a honra de participar como mediadora, cinco renomadas empresas do ramo securitário apresentaram suas iniciativas para contratação e valorização de profissionais da diversidade, bem como ações internas para a mudança de paradigmas quanto a conceitos arraigados há décadas, não só no ambiente empresarial, mas na sociedade como um todo.

Para um melhor entendimento e conceituação, a diversidade não se trata exclusivamente de LGBTs, mas sim de todos aqueles que são “diversos” ao padrão social/ cultural da sociedade.  Nesse sentido as ações de inclusão são voltadas a gênero, etnia, gerações, PCD, jovens de baixa renda, refugiados e LGBTs.

Nesse painel, as empresas apresentaram seus “cases” referentes à inclusão e adequações de seus quadros quanto à diversidade, e todas foram unânimes em afirmar, cada uma de sua forma, que os resultados foram extremamente positivos.


Então vamos transcender um pouco?

Incluir um profissional da chamada diversidade, deveria ser algo tão comum mas, infelizmente não é.    Poderia me ater a aspectos sociais, de empatia, de amor ao próximo... mas prefiro me ater ao velho e conhecido tema principal desse blog:  RESPEITO.

Incluir e acolher alguém no mundo corporativo por sua competência e mérito, é um sinal de inteligência empresarial.   Quando esse alguém é considerado diferente ou minoria, também o é da mesma forma.

Empresas que acolhem e incluem esses profissionais, criam um ambiente favorável para que a pessoa “seja ela mesma” e, com isso, tenha melhor desempenho.    


Um colaborador satisfeito com seu ambiente de trabalho, além da questão de performance, tende a “vestir a camisa da empresa”, o que entre outros fatores, dá um melhor feedback ao mercado, certificações, pesquisas, etc... além de pensar duas vezes antes de eventualmente trocar de emprego.

Isso não é opinião ou teoria.  São números trazidos por consultorias especializadas, nos mais diversos segmentos. Quem milita na área de recursos humanos acompanha essa tendência.

Iniciativas de inclusão de minorias, criação de grupos temáticos ou de inclusão, pilares de sustentabilidade, entre outros modelos, estão ganhando cada vez mais espaço no mercado formal de trabalho.  E tem sido fundamental nesse processo a participação de ONGs e outros institutos, responsaveis ou mediadores na parte de qualificação e, eventualmente, fazem intermediação na abertura de processos seletivos especificos.

Embora exista a política de cotas para PCDs (e que fique claro que não estou aqui questionando isso), o que se busca na verdade, por tudo que tenho visto e conversado nesse meio corporativo, não é a estigmatização das minorias por categorias, mas sim a abertura do mercado a essas pessoas, de forma que seja o MÉRITO e adequação à vaga o fator de contratação, promoção e reconhecimento, ao invés de fatores como etnia, gênero, orientação sexual, necessidades especiais ou qualquer outra característica pessoal do profissional.

Cada um de nós é muito mais do que um simples crachá e nossos limites não podem ficar restritos a “caixinhas” ou “gavetas”.   O mérito deve ser o guia para nos permitir ocupar o espaço que podemos, de acordo com nossas expectativas e qualificação.

E quando se fala em QUALIFICAÇÃO, entramos em um outro campo da INCLUSÃO:  a FORMAÇÃO.

Me permito falar agora sobre o universo em que me insiro, o das pessoas TRANS.   Como já escrevi em artigo anterior, a formação escolar e profissional de pessoa trans, em sua maioria, é comprometida no momento em que a pessoa assume sua identidade de gênero.

Pela própria pressão social e incompreensão de boa parte de nossa sociedade, crianças e jovens trans sofrem todo tipo de preconceito e discriminação, para não se falar em violência, seja por parte de suas famílias, nas vivência escolar ou na busca de um início profissional.

O abandono dos estudos, a saída ou expulsão de casa e a falta de oportunidade profissional para pessoas trans acaba sendo uma realidade para uma boa parcela dessa população.  E as estatísticas são cruéis: cerca de 90% das mulheres trans acabam trabalhando nas ruas, como profissionais do sexo, devido a exclusão social que ocorre pelos mais diversos fatores.

Isso acaba se tornando um círculo vicioso:  muitas trans não conseguem emprego no mercado de trabalho, além daqueles mais estigmatizados, por não terem formação ou qualificação, ao mesmo tempo que não tem acesso a essa formação por conta do preconceito ainda opressor em nossa sociedade, nas escolas e nas universidades, que acaba por "repelir" sua presença na maioria desses centros.

É lógico que temos exemplo de trans que conseguem quebrar essa escrita, mas são a minoria dentro da minoria.

Portanto, é preciso que se acabe com os ataques, desconhecimento e falta de respeito aos transgeneros, para que todos tenham o DIREITO CONSTITUCIONAL de ter acesso a educação, saúde e demais benefícios de qualquer outro cidadão.    E isso só será possível quando formos respeitadas em nossas identidades de gênero, estejamos com os documentos retificados ou não.  Isso é respeito... isso é humanidade... isso é amor!

Esse respeito, incondicional e irrestrito que me refiro acima, deve ser aplicado não só as pessoas transgêneras, mas também a toda e qualquer minoria inclusa no conceito de diversidade, listada mais acima, e deve começar em nossas casas, nas escolas... na formação de nossos pequenos para um novo momento.

Então é isso.   Respeito!!   Essa é a chave para a “inclusão inclusiva”.  Me permiti a redundância no título propositalmente, pois a inclusão por exigência, e não por entendimento, pode causar o fenômeno da “inclusão exclusiva”.

E tenho a grata satisfação de ver que a "inclusão inclusiva" já começou em diversos segmentos, em passos lentos, mas passos firmes rumo a um futuro mais inclusivo, mais respeitoso e mais harmônico, afinal quanto mais diversa uma sociedade (ou uma empresa), mais rica ela se torna!

Isso é fato.

Um abraço “inclusivo” a todos.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 13 dez 2018 18:09Atualizado em: quinta-feira, 13 dez 2018 18:12
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Amor: uma regra ou um caminho?


Olá amigos... 

Estou de volta para falar de algo importante na minha vida e na vida de todos nós.   O “AMOR”.

Amar é algo divino, nos torna melhores, nos faz querer o bem, querer agradar, querer preencher com um pouquinho de nós um determinado espaço na existência de alguém.

O amor se manifesta das mais variadas formas:  numa relação de família, entre seus integrantes; no amor paternal/ maternal entre os genitores e seus filhos; entre amigos e parceiros de planos, trabalho, de vida; e na forma mais decantada, por assim dizer, entre duas pessoas que se unem pelo afeto.

Em artigo anterior, falei sobre afetividade e seu aspecto amplo que dispensa rótulos ou prefixos, no caso dos relacionamentos homo ou hétero-afetivos.   Sendo afeto, é o que basta para a construção ou experimentação de algo positivo, bom, saudável e por que não dizer, desejável.

Todos precisamos de afeto, seja ele dado por quem quer que seja... cada um na sua.

Alguns buscam esse afeto em relacionamentos amorosos, outros no convívio com amigos, outros em animaizinhos de estimação... enfim.  Cada um busca onde quiser, onde melhor lhe convir ou atingir às suas expectativas.

Me permito tratar hoje do amor entre duas pessoas.   Partindo dessa premissa, o que é então se enamorar, iniciar um relacionamento, amar alguém e querer ser amado em retribuição?

Amar nesse sentido é preencher uma lacuna dentro de si, ao mesmo tempo em que se deseja preencher esse espaço no outro.  Parceria, companhia, intimidade, reciprocidade... são alguns dos sentimentos que buscamos quando amamos.  É o que se busca e o que se quer dar.

Essa é a regra geral?  Nem sempre... as vezes as frequências e sintonias não se equalizam e talvez seja o motivo para o fracasso ou fim de um relacionamento.

Isso é ruim? Não necessariamente.   A vida é um eterno aprendizado e as vezes, como dizem, é preciso perder para ganhar.

Mas e quando essa sintonia acontece? Quando você tem a certeza de que deu um “match”, num sentido muito mais profundo do que o proposto pelo famoso aplicativo de encontros?

Aaahh.  Ai você começa a entender o significado da palavra “AMOR”.  O amor é algo acolhedor, que te dá a segurança no caminhar ao lado, de poder contar com alguém.

No filme Moulin Rouge, uma das frases mais marcantes para mim, numa tradução livre,  é a seguinte: “a melhor coisa que você aprenderá, é apenas amar e ser amado de volta”.

Esse é um sentimento indescritível de verdade... que muda vidas, conceitos e verdades.  Talvez o tal amor incondicional exemplificado por Jesus.

Quando você ama, você enxerga a outra pessoa de forma mais profunda do que talvez as outras pessoas consigam.  Não existe aquele ditado (meio politicamente incorreto... rsss) que diz “Quem ama o feio, bonito lhe parece” ?  Então... é bem por ai.

O amor verdadeiro transcende alguns conceitos, regras e padrões.  Se é amor é amor e pronto.

Não interessa se é entre pessoas mais novas e mais velhas, entre brancos e negros, entre homens e mulheres ou entre pessoas do mesmo gênero.  Se é amor... é amor.  E é e sempre será lindo aos olhos de quem consegue entender isso.

Quantas vezes vimos amores, dentro e fora dos padrões ditos “normais”, que nos encantam?
E pessoas que se amam e que conseguem, com esse amor, contagiar aos que estão em volta?

O amor é uma coisa boa e, como tal, não pode ser restrito a regras e padrões.   E esse é o ponto que quero transcender.

Qual o problema de uma mulher amar outra mulher?  Ou de um negro amar uma branca?  Ou uma muçulmana amar um pastor evangélico? 

Não há problemas nisso... apenas amor.  E se para muitos isso pode ser diferente ou “estranho”, na verdade não é.   É o amor se expressando da forma como ele é concebido... um encontro de essências.   Nada mais.

Não se trata de um “pecado”, uma “ofensa aos costumes ou crenças” muito menos uma “ameaça a família” como muitos dizem...   É apenas a união de pessoas que se amam e se afinizam e tem o direito de amar e serem felizes, mas acima de tudo... direito a ser respeitadas em suas identidades e escolhas.

Quando as pessoas olharem além de rótulos e crachás e conseguirem identificar a energia do amor apenas fluindo... quem sabe terão um olhar diferente e abrirão um leque para o entendimento maior do que significa amor.

Amor não é promiscuidade... amor não é errado...  amor não tem que seguir cartilhas...  amor precisa ser apenas AMOR.

Uma demonstração de amor, uma demonstração de carinho, para quem consegue se desarmar dessas convenções sociais “imutáveis” para muitos, é muito mais uma inspiração do que algo que incomode, incômodo esse que em algumas vezes chega a suscitar violências verbais e até físicas.

Então, para finalizar, um brinde ao AMOR, e que toda forma de AMOR, se realmente for AMOR, seja AMADA e RESPEITADA por todos.

E que o AMOR mude nosso mundo um dia... eu acredito! 

Um forte abraço a todos e que o amor esteja presente sempre em nossas vidas.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: domingo, 02 set 2018 19:18Atualizado em: domingo, 02 set 2018 21:35
  • Amor   Transcendendo   Flavia Bianco   
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O Melhor Lugar do Mundo é Dentro de um Abraço

Olá amigos.

Em tempo de Copa do Mundo concluída, ficam os parabéns à Seleção Francesa, pela conquista do título, e aos Croatas, por terem chegado com dignidade à final inédita para seu país.   Mas aqui, não abordarei o aspecto esportivo dessa final.


Estava eu, despretensiosamente assistindo a cerimônia de premiação dos campeões e vice-campeões, quando duas cenas me chamaram atenção.


Uma delas negativamente, mostrando que em àquela chuva torrencial que caía durante a entrega das medalhas, um dos assessores ou sei lá o que, do presidente russo se preocupou “apenas” em proteger com um guarda-chuva o seu chefe, deixando os demais convidados serem encharcados pela água…  No mínimo deselegante, para não dizer desrespeitoso com os convidados.  Mas enfim, um pequeno problema de educação mesmo... ou falta dela, que não vale maiores comentários ou destaques.


Mas o outro, que mais me chamou atenção, foi ver a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic,  abraçando de forma tão aconchegante a cada um dos jogadores derrotados e repetiu o mesmo gesto com cada um dos jogadores franceses, aqueles mesmo que haviam acabado de impor a derrota da seleção de seu país, numa final de Copa do Mundo.


Eu fiquei tão impressionada, ou melhor, apaixonada com aquela cena, que fui pesquisar um pouco mais sobre essa mulher de 50 anos.


Diplomata, com formação nos EUA.  Foi embaixatriz Croata nos Estados Unidos, entre 2008 e 2014.  Em 2015, venceu a eleição presidencial de seu país, pelo partido conservador União Democrática Croata, se tornando a primeira mulher presidente da Croácia.


Essa mulher, brevemente descrita e com a austeridade que o cargo lhe impõe, demonstrou um afeto e um carinho com os vencedores e os vencidos, digno de registro.


Nas notícias divulgadas pela Internet, verifiquei que sua viagem e sua estadia na Rússia, durante a Copa, foram bancadas com recursos próprios, contrariando a esmagadora maioria dos políticos e demais “encostos” que estavam lá, às custas dos seus governos (leia-se: população).


Isso por si só já a torna uma mulher diferenciada, não apenas no cenário político internacional mas na questão ético-moral, principalmente no RESPEITO a todo o povo de um pequeno país da Europa.     Aaahhh  se  tivéssemos  algumas Kolindas  no comando... de preferência em todas as esferas públicas e privadas de nosso país...  mas o cerne da questão não é política.


Prefiro me ater na forma afetuosa e acolhedora daquele abraço que vi na televisão., dado apenas alguns minutos após ter perdido uma final de Copa do Mundo.

Naquele momento, ela acolheu com olhares e abraços cada um de seus jogadores e técnico, assim como o fez também com os jogadores franceses.   Abraços verdadeiros, cheios de emoção e sentimento, que exalaram pela tela da minha televisão a milhares e milhares de quilômetros dali...

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E é sobre esse assunto que eu quero Transcender com vocês.

Hoje em dia, cada vez mais vivemos tempos de abraços frios, de sorrisos amarelos e olhares indiferentes.    Não digo nem com aqueles a quem não conhecemos ou não guardamos simpatia.   Para esses então nem se fala...


Hoje vemos cada vez mais as pessoas com dificuldade de expressar seus sentimentos, seja com familiares, amigos, alguém recém conhecido...  um abraço verdadeiro, um beijo afetuoso (e não erótico...  kkkk) é cada vez mais difícil de se ver, quanto mais de se receber.


Eu sou daquelas pessoas que gosta de um abraço bem apertado, e sei que ainda há muitos desses abraços por aí,   Abraços retribuídos, demonstrando afeto, acolhimento, respeito e, em determinados momentos, de consolo, em contraponto a tantos abraços burocráticos e meramente formais.


O mesmo acontece com beijos cada vez mais raro nas famílias, entre pais e filhos meninos,  entre irmãos,  entre amigos…  e quem ousa manter essa demonstração de afeto e demonstrar em público, por vezes corre o risco de sofrer ataques de intolerância, confundidos e rotulado por pessoas absolutamente inábeis em lidar e entender o sentido de afeto.


Nunca é demais lembrar que há 0casos de pais e filhos que foram agredidos simplesmente por estarem abraçados ou mesmo casos de amigas ou irmãs que são hostilizadas, por andar de mãos dadas.   Absurdo e pura idiotice de uma intolerância arraigada em uma homofobia, que acaba por também castigar pessoas heterossexuais, vítimas dessa patologia social.


Ocorrências como essa, aliada à cultura do “não pode” ou “não e coisa de homem” e bobagens do tipo, talvez possam estar interferindo na forma como demonstramos o nosso afeto por um amigo, parente ou por alguém que, muitas vezes, só precisa de um abraço, um acolhimento, uma palavra amiga.


E é por isso que o exemplo dado em cadeia mundial de televisão pela presidente croata chama tanto a atenção…   Ao lado do presidente quase intocável da Rússia, praticamente congelado pela chuva e protocolos rígidos, ela conseguiu transmitir todo o calor do seu acolhimento, a cada um daqueles encharcados jogadores que receberam aquele abraço.     Conversando com outras pessoas em meu Facebook, fiquei feliz em saber que muitas também tiveram a mesma percepção.    A percepção de que, por alguns poucos segundos, o melhor lugar do mundo era dentro daquele abraço.  Há uma música do Jota Quest que fala isso...


Então meus amigos, fica o exemplo da presidente Kolinda...  abrace mais a seus amigos parentes e pessoas em geral, abrace com vontade e da forma mais acolhedora possível.  


Dizem que o abraço é a menor distância entre dois corações e, quanto mais apertado ele for, mais vibração positiva ele gera.  


Às vezes meus amigos, um abraço apertado e acolhedor, se não pode curar a dor física ou psicológica de alguém, ao menos abranda um pouco seus sintomas... acredite. Um dos melhores remédios contra os sintomas da depressão.


Existem dois livros, os quais recomendo, escritos por Kathleen Keating, chamados TERAPIA DO ABRAÇO, volumes 1 e 2, que falam sobre diversos aspectos positivos do abraço, inclusive para a saúde e bem estar... leitura bem simples e direta inclusive para nossos pequenos. 

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Bom... depois disso tudo, deixo um abraço “tão apertado e acolhedor” quanto o da Kolinda, desejando de coração que quando encontrar vocês por aí, possamos tentar repetí-lo.  Combinado?   Eu adorarei...

Beijos e até o próximo artigo.

 

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: segunda-feira, 16 jul 2018 22:16Atualizado em: segunda-feira, 16 jul 2018 22:17
  • Kolinda   Abraço   Flavia Bianco   
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Somos o mundo... somos as crianças. Um olhar sobre os nossos pequenos.

Olá amigos

Dessa vez o blog transcendendo traz uma referência a uma música música composta por Michael Jackson e Lionel Richie chamada “We Are The World”, gravada por diversos artistas americanos numa campanha de ajuda as crianças africanas no projeto conhecido como “USA For Africa”.

E por que que eu fui buscar essa música lá dos idos de 1985?

Porque definitivamente precisamos olhar com mais carinho para os nossos pequenos, para nossas crianças.   Muitas delas abandonadas em creches e abrigos e algumas abandonadas dentro de seus próprios lares, sendo “vistas” entretanto não “enxergadas”.

Quando falamos ou pensamos que país queremos para nossos filhos, por vezes deixamos de perguntar sobre quais filhos estamos deixando para o nosso país.

Não falo apenas dos nossos filhos de sangue ou adotivos, mas sim os filhos de toda uma sociedade, que por conta de uma série de fatores vem perdendo valores importantes para sua formação e por vezes assistindo a crescente difusão de conceitos já ultrapassados em vários países desenvolvidos no mundo.

Muitos desses pequenos não são sequer valorizados ou entendidos, seja por suas famílias ou pela sociedade em si.

Me permito aqui falar sobre a discussão que está feito sobre a tal ”ideologia de gênero”.    Essa expressão vem sendo utilizada frequentemente para combater uma maior abertura da informação quanto à diversidade sexual e de gênero junto às crianças, sob a alegação de que informar e esclarecer esses temas seria uma forma de “ensinar” as crianças a serem transgêneras ou homossexuais.

Isso é tanto uma bobagem quanto um absurdo, repetidos por grupos tradicionalistas e fundamentalistas de forma distorcida, para se vender a idéia de que há uma “lavagem cerebral” em curso, idéia essa amparada em preconceitos e dogmas religiosos mal interpretados, sem nenhuma base médica, psicológica ou científica.

O argumento para provar que a visão é equivocada se dá pela existência durante toda a história da humanidade, de pessoas hoje rotuladas como “LGBTI”.   Se houvesse sucesso em se ensinar uma determinada ideologia de gênero, não teríamos nenhuma criança, adolescente ou jovem transgênero ou homossexual, porque os padrões sociais maioritários ensinam justamente o contrário.  Isso seria a tal “cura gay” (?!?!?)

Se isso nunca funcionou, a supremacia hétero ou cisgênera nunca foi capaz de banir a homossexualidade e a transexualidade da face da terra, então qual o receio de falar abertamente sobre esses temas?    Isso, com a mais absoluta certeza, não criaria nas crianças a opção pela diversidade, mas afirmo com convicção que diminuiria a ignorância e a opressão a que as crianças que vivem essa realidade são submetidas, tais como a discriminação, a segregação, o bullying e as mais diversas formas de agressão e violência psicológica.

Um exemplo pessoal: eu mesmo já ouvi de pessoas próximas que, pelo fato da minha filha ser apaixonada por futebol, isso inspira “alguns cuidados” pois é coisa de menino... ambiente de meninos.   Tenho absoluta certeza de que pais de meninos que por algum motivo  queiram brincar de casinha ou brinquedos qualificados como femininos também possam ouvir o mesmo tipo de “ alerta”.

O mesmo ocorre com cor de roupas, desenhos, danças e etc...

Uma coisa muito básica, que as pessoas se esqueceram com o tempo, é que CRIANÇAS SÃO CRIANÇAS.  Seres humanos em formação, prontas para assumir em algumas décadas as rédeas do mundo.

O fato de brincarem em seu universo lúdico da forma que bem entenderem, pode demonstrar algum tipo de orientação ou não.  Mas é a forma de expressão das crianças: o brincar.     Toda brincadeira pode ou deve ser acompanhada pelos pais ou responsáveis, mas interferir nas preferencias e escolhas do brincar, pode ser danoso para o pequeno que, com certeza, não entenderá os motivos da opressão.


Uma jogadora de futebol profissional necessariamente deve ser lésbica?    Um chefe de cozinha ou um cabeleireiro deve ser necessariamente homossexual?

Pensem em meninas em sua infância chutando bola ou então nos meninos brincando de comidinha ou mexendo no cabelo da mãe ou de alguma irmã…  isso necessariamente forçará eles a serem homossexuais ou heterossexuais? Claro que não pois isso será de suas essências e não de seu aprendizado lúdico.

Não se muda a essência de ninguém senão pela própria pessoa.   Padrões, regras e opressão apenas cria uma situação de constrangimento e intimidação, para que a pessoa não seja quem ela é por medo ou receio, e não por opção.  Quando falamos de crianças, a crueldade fica mais evidente, quando uma eventual repressão social que ela “poderia sofrer” por ser quem é, acaba vindo de dentro de casa, de dentro da sala de aula, de locais a onde ela “teoricamente” deveria se sentir segura e protegida.

Podem imaginar uma criança sem apoio em seu lar para ser verdadeira, aprendendo a mentir seus sentimentos para poder viver?   Muito triste...

Outro ponto pouquíssimo discutido na grande mídia é a questão das crianças intersexo, anteriormente chamadas na literatura como hermafroditas.  Muitas dessas crianças tem o seu direito alijado em seu nascimento, ou na fase da primeira infância quando sequer tem a chance de se identificar em seu gênero, restando conviver com a identidade de gênero definida por outra pessoa.

Esses fatores podem sim causar problemas psicológicos sérios nessas crianças, razão pela qual precisa ser falado e discutido abertamente.

Também, por conta de uma suposta proteção às crianças, não se discute nas escolas sobre métodos contraceptivos ou DST (doenças sexualmente transmissíveis).   Essa “proteção” coloca uma venda nos olhos de nossos adolescentes e jovens que, cada vez mais, estão expostos às DST e ao risco de gravidez precoce ou indesejada.    Não me aprofundo nesses números por falta de competência técnica, mas basta perguntar a qualquer profissional de saúde que atende essas áreas.   Isso é grave e sério.

Não se obterá o entendimento de nada nessas searas, sem uma discussão clara, com embasamento e, principalmente, desapaixonada sobre os temas relacionados à questão da diversidade.  Sem esse entendimento, a busca pelo respeito fica muito mais complicada.

Por isso meus amigos, trago essa questão bastante polêmica para que possamos TRANSCENDER.    

Até que ponto temos o direito de interferir nas escolhas de nossos filhos?

Como pais temos a obrigação de criar e orientar dentro dos melhores princípios sociais, éticos e morais, mas o grande desafio é saber até onde podemos impor-lhes conceitos e preconceitos em detrimento ao respeito da singularidade daquela criança.

É lógico que convenções sociais existem quanto ao certo e ao errado, em diversas situações, tais como sobre mentiras, roubos, assassinatos e outras coisas reprováveis, mas o “X” da questão, o que precisamos todos aprender, é que escolhas diferentes, características diferentes, necessidades diferentes precisam ser analisadas de forma diferente.   Quando se fala em família, o amor deve ajudar nesse discernimento.  Quanto mais apoio uma criança tiver em sua família, menores são as chances dela tomar o caminho errado.  

M
as, qual é o caminho errado e qual é o caminho certo?   Cada família pode achar a sua resposta, juntos, usando o amor que os une como diretriz da compreensão e respeito.

O que fica como pedido é que, num momento em que a sociedade pede pessoas mais verdadeiras e plenas de si, que as diferenças sejam integradas, discutidas e tratadas sob a ótica do amor,  da  empatia e do respeito incondicional que nossas crianças merecem.

Respeitar e acolher nossas crianças como elas são, além de ser um ato de amor e de respeito, fará com que tenhamos uma geração mais tolerante com todas as demais diversidades de nossa sociedade, pois quanto mais diversa é uma sociedade, mais rica ela se torna.  

Não sejamos nós a cortar as asas desses anjos, que nada mais trazem em seu nascimento do que a promessa da renovação e do futuro melhor.

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Acredito que todos tenham se sensibilizados com o absurdo ocorrido na fronteira dos EUA com o México...  crianças brincam, crianças sonhas, crianças sofrem...

Que possamos ter um olhar de carinho para as nossas crianças... TODAS!!   hetero, Cis, LGBTI, portadoras de necessidades especiais, de etnias e crenças diferentes, refugiadas ou de rua, para que comecemos agora a ajudar na construção do país que desejamos no futuro.  E comecemos pelo amor.  Amar e acolher é o que de melhor podemos fazer pelas nossas crianças e pelas demais.

Como o próprio refrão da música tema diz:  “Há uma chance que temos de salvar nossas vidas e fazermos um dia melhor para você e para mim.”  

Acreditemos no futuro...  acreditemos nas crianças...  e acreditemos no respeito, que transformará nosso planeta num Mundo Melhor.

Um abraço na criança que habita em cada um de vocês e até a próxima.



 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: sexta-feira, 22 jun 2018 00:32Atualizado em: sexta-feira, 22 jun 2018 12:24
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Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com