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Em casa estamos, em casa devemos ficar, mas não aguento mais... o que fazer?

Em casa estamos, em casa devemos ficar, mas não aguento mais... o que fazer? Muita coisa, muita mesmo! Acho que nunca vi tantas aulas online disponíveis e, principalmente, gratuitas. Tem aula de yoga, pilates, meditação, dança, desde balé até zumba, crossfit, treino funcional, etc etc. Isto falando em atividades para o físico e a mente. Se você quer saber mais sobre as diferentes modalidades, esta é a hora. Só tenha cuidado para não fazer loucuras e se machucar.

As nutricionistas estão liberando livros de receitas saudáveis gratuitamente. Há cursos de finanças, história, piano, música e até de canto eu já vi. Você pode visitar todos os museus mais lindos do mundo, pode ouvir orquestras filarmônicas, óperas e até teatros, aproveite esta onda. Muita gente aproveitando para aprender a cozinhar, e melhor, em família!

Atenção!!! Só faça o que é gratuito, este é o momento da união e da contribuição de um para o outro. Se alguém quer cobrar, quer se aproveitar, não pague nada, o dinheiro vai ficar curto, então use o dinheiro com inteligência. Use para comer bem e se manter saudável.

Aproveita o momento, se tem filhos, para brincar ou conversar, invente, se recrie, volte a ser criança, se permita não fazer nada ou tudo. Bagunce a casa e depois arrume tudo. Use a criatividade, fique positivo, mantenha a chama acesa, aliás, aproveitando a chama acesa, namore muito. Quanto tempo faz que não se permitem um jantar romântico, sem celular, ao som de uma música de fundo, vocês e o Robertão cantando... “love is in the air”.

Por outro lado, como o mundo está conectado pelos aparelhos eletrônicos, cuide para não ficar só no celular, no computador, ou na TV. Isto é tóxico! Vai te deixar ansioso, até mesmo depressivo de tanta notícia ruim, vai ficar se comparando com as pessoas que sabem tirar lindas fotos e parecem sempre estar felizes, zen e plenos. Não é bem assim, acredite! Respire novos ares, mude as atitudes, valorize este tempo de mudança e trabalhe sua autoestima, traga de volta planos da gaveta que não tinha tempo para fazer. Agora tem.

Você não está sozinho, todos estão conectados para o bem, para matar saudades e ver o sorriso que estamos com vontade de ver. Tem muitos aplicativos bacanas para isto, alguns que conheço, o Skype, o Zoom, o WhatsApp. Você pode e deve se reunir com a família, os amigos, fazer uma balada virtual, conversar. Não se feche, não faça isto! Distanciamento social, não é isolamento. Até eu ter que ficar em casa, nunca pensei em fazer uma ligação por vídeo para meu pai que mora no interior, fazer uma reunião da família toda pelo Zoom, foi incrível. Até aulas dou pelo aplicativo, e está sendo muito bacana, porque são aprendizados novos, a cabeça precisa pensar, se reinventar.

O que quero te dizer, todos estamos aqui para o outro. É o momento mais incrível de colaboração. Eu cuido de você e você cuida de mim! Fico até arrepiada só de escrever isto. Claro que algum egoísmo por aí tem, oportunistas tem também, mas mantenha o foco no bem. Mantenha seu coração aberto para o próximo.

Logo passa tudo, e iremos sentir saudades deste tempo de conviver um para o outro, aceitar um ao outro. Nunca mais seremos os mesmos. Respira profundamente, tome muita água, faça pelo menos 20 minutos de algum tipo de atividade física diária, nem que seja carregamento de filhos...rsrsrs!!!

Conte comigo, sou toda ouvidos. Fique bem. Fique em Casa. Que a saúde permaneça firme e forte em você.

Elisabeth Victorazzi
profissional de Educação Física, pós-graduada em fisiologia do exercício; biomecânica dos exercícios; 4º. Generation of Training Teachear – Contrology, J.H. Pilates.

 

 

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  • Publicado por: Elizabeth Vitorazzi
  • Postado em: quarta-feira, 22 abr 2020 14:16Atualizado em: quarta-feira, 22 abr 2020 14:18
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Para toda Páscoa, uma oportunidade de recomeço!

Eu sou de uma família de Italianos e Portugueses, mais católica impossível. Tínhamos que pedir benção, uma educação rigorosa dentro de padrões e costumes Europeus. Era tanta gente falando junto, alto a cada domingo, que nem sei explicar se não for movimentando meus braços...

Era uma família grande, a parte Italiana era sim, tinha muitos irmãos, primos de 1o. e 2o. grau, tinha de cantores de sanfona aos contadores de “causos”, e cada história que daria para fazer um livro poético ou de suspense.

Foi uma infância feliz, uma adolescência complicada e rebelde, sim eu era a ovelha negra da família e adorava Os Mutantes e Rita Lee, e também uma ópera e um clássico de Vivaldi ou outros tantos, deu para me imaginar?

Eu não entendia bem por que, para poder ir a uma matinê da discoteca do salão de um clube em São Caetano do Sul, lá pelos anos 70 (Os famosos embalos do sábado a noite), a família reunida no almoço do domingo tinha que fazer um “petit comitê” para decidir se eu poderia ir ou não.

Nesta época, onde eu morava, as pessoas perguntavam de que família eram meus amigos, sim o sobrenome delas, e se não fosse de acordo com os padrões de minha educação, a resposta era não. E tinham comentários de várias naturezas, nem vem ao caso falar, porque hoje consigo entender que tudo aquilo era amor por mim. Todos queriam cuidar de mim, mas naquela época eu pensava ao contrário, e aos 19 anos me casei para fugir disto e, claro, me aprisionei a todas as “obrigações” que um matrimônio cristão nos trás.

Deus em sua eterna bondade, me trouxe duas lindas Páscoas, dois renascimentos e novos propósitos de vida, o maior amor do mundo, um amor que eu jamais havia sentido, o Leonardo e a Ana Carolina, hoje adultos, seguindo suas vidas e sabendo que meu maior desejo é a felicidade deles. Acho que eles tomam suas decisões pensando nisto, pelo menos quero acreditar que sim.

A cada Páscoa, eu repasso este filme da vida em minha cabeça, às vezes choro pela tristeza de não ter entendido aquele amor da minha família, obedecido mais, ou pelo menos ouvido e respeitado a sabedoria dos mais velhos, de quem sabe o que está dizendo, com certeza eles sabem. Fico imaginando como teria sido diferente a minha vida, como mais tranquila ela teria sido, e como hoje, talvez eu não tivesse me afastado de todos eles depois que me casei. Teria uma família enorme, falando alto e todo mundo junto, com as mãos, rindo alto e se metendo todo mundo na vida do outro. Hoje, ou já há algum tempo, entendo que isto se chama amor!

Choro, porque fui tão egoísta pensando somente no meu prazer, naquele prazer momentâneo de dançar, sem pelo menos argumentar com eles que eu queria ir para dançar, não para namorar, nem ficar, ou qualquer cosia assim. Falar para eles que eu adorava dançar, que dançar, a música, as luzes, me deixava feliz e quem sabe alguém poderia me acompanhar. Eu não soube conversar, explicar meus sentimentos. Em vez disto, eu ficava muito brava, batia portas e falava muito alto. Eu foquei nas coisas e sentimentos errados a vida toda e até hoje, ainda faço muito isto. Faço menos, muito menos, mas, sim, ainda faço. Terá que haver muitas Páscoas para eu me perdoar por tantas atitudes e comportamentos que me trouxeram à minha vida atual. É mais fácil perdoar do que me perdoar. Assim são minhas Páscoas, um eterno renascer após este filme se repetir ano a ano.

Há um outro lado da Páscoa, o que me faz sorrir e respirar suavemente. Pelos caminhos que trilhei, como disse, Deus me abençoou com dois filhos. Eles são bênçãos. Quando celebro a Páscoa, penso, Deus obrigada por me perdoar e ter enviado dois anjos, que hoje cuidam amorosamente de mim. Que me amam como eu sou, e que os amo como eles são, porque são perfeitos, eles são amor. Isto já faz 35 anos. Deus me perdoou lá e até hoje me perdoa e demonstra seu amor, pois agora serei avó e ele me permitiu sentir uma amor ainda, infinitamente maior, ele nem cabe no peito, ele transborda e me sinto quase chegando à dádiva de entender o que é o amor da tríplice santidade, Deus, Pai e o Espírito Santo.

Ao final de tudo, mesmo quando tomamos caminhos adversos, não seguimos pelo caminho do respeito e do amor ao próximo, Deus está lá, sempre está lá, para nos recolocar no caminho de novo quantas e quantas vezes forem necessárias, até que eu, você, nós, por fim, consigamos entender que somos pessoas do bem, somos quem somos, mas que precisamos usar todos os dons a nós concedidos para o bem, para o amor, falar as mesmas coisas, só que pelo lado positivo, pela energia da luz, pela vida que segue mesmo após a morte física ou da Paixão de Cristo. Renascer na Páscoa celebrada todos anos para lembrar que Jesus morreu e renasceu, não há morte, só passagem, mesmo morrendo permanecemos no coração, nos exemplos, nos legados, na aparência física até mesmo, dos que aqui permanecem.

Que sejamos bons exemplos, que cuidemos de nossa saúde e da do próximo, cuidemos de nossas gestos e palavras, que doemos o nosso melhor para que ele se eternize de geração a geração.

Feliz Páscoa!

Elisabeth Victorazzi
Profissional de Educação Física, pós-graduada em fisiologia do exercício; biomecânica dos exercícios; 4º. Generation of Training Teachear – Contrology, J.H. Pilates.

E ... futura avó de uma abençoada menina

 

 

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  • Publicado por: Elizabeth Vitorazzi
  • Postado em: quarta-feira, 22 abr 2020 14:12
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Em tempos de Covid-19, posso correr, andar e andar de bicicleta ao ar livre?

Eu me fiz esta pergunta hoje, domingo, muitas vezes. Embora a faixa de areia estivesse vazia, o calçadão e a ciclovia não refletiam o mesmo espírito do #fiqueemcasa. Então comecei a fazer pesquisas em jornais do mundo todo e todo o conteúdo abaixo vem da jornalista Gretchen Reynolds do NY Times que entrevistou virologistas, fisiologistas e outros cientistas para responder algumas questões dos que praticam corridas como rotina, p.ex. e que, para mim, fez maior sentido nas explicações oferecidas. Vou compartilhar com vocês.

A 1ª. pergunta é: - Num município, cidade que esteja com a determinação de manter fechado shoppings, lojas, academias, cinemas, etc., correr ao ar livre pode?
Resposta: Sim, a prefeitura de São Francisco, Califórnia, permite (pelo menos até hoje), porém veja os detalhes antes de escolher sair por aí. Não, nunca esqueça, não esqueça mesmo e em primeiro lugar, se isto envolver risco para outras pessoas, conhecidas ou não, a melhor coisa a fazer é #ficaemcasa. Se for correr, andar ou andar de bicicleta, mantenha 1,5mt de distância de outra pessoa, exceto se for da mesma família e morarem juntos. Quanto mais longe de outra pessoa, melhor.

2ª. pergunta: - Se alguém correndo à minha frente espirrar, tossir, cuspir, mesmo a 1,5mt de distância posso contrair o vírus?
A resposta vem do Dr. Akiko Iwasaki, professor de imunologia da Universidade Yale de Medicina. Resposta: Ninguém sabe ao certo o tempo que este vírus permanece vivo no ar, no chão, ou em postes, bancos, botões de semáforo, no tênis, ou até mesmo o tempo que o vírus demorar para se depositar no chão, a resposta é sim, muito embora um cenário deste seja pouco provável, você pode contrair o vírus sim. Inclusive o vento pode levar o vírus até você.

3ª. pergunta: O sol esteriliza as superfícies externas? A resposta vem do mesmo Dr Iwasaki.
Resposta: Dentro do laboratório em padrões controlados, o raio UV inativou o vírus. Contudo, ambientes externos com temperaturas mais quentes e com a luz do sol não se sabe nada a respeito. A resposta, até este momento é não, não há dados suficientes para se afirmar que a temperatura quente ou o sol mate o vírus que tem o nome oficial de SARS-CoV2.

4ª. pergunta: Posso beber água em bebedouros? A resposta vem de Angela Rasmussen, virologista do Centro para Infecções e Imunidade da Universidade de Columbia.
Resposta: Não se tem nenhum dado a respeito de quanto tempo o vírus permanece vivo em bebedouros, e devido a proximidade de nariz e boca para tomar a água, o ideal é não tomar água em bebedouros.

5ª. pergunta: Devo deixar meus sapatos para fora? A resposta é um grande, enorme SIM. Saskia Popescu, sênior infection-prevention epidemiologista, em HonorHealth no Arizona, disse que ninguém sabe se o vírus fica colado no tênis, mas eles carregam muita sujeira, “tranqueiras”, em geral. Deixe-os para fora.
Calma, segura a ansiedade, respira. Ainda é possível manter o corpo saudável, mesmo estando trancado em casa. Existem evidências científicas, segundo Martin Gibala, um professor de Cinesiologia e Quinesiologia na McMaster Universidade de Hamilton, Ontario, que mesmo 5 minutos diários de mini-workouts (mini-treinos) podem ser suficientes para manter a base do condicionamento físico. Subir e descer escadas por 20 segundos 3x. ao dia aumentou a capacidade respiratória em até 5%, após 6 semanas em jovens que participaram desta pesquisa recentemente. Inúmeros profissionais da área de educação física, redes de academias, estúdios de pilates, estão disponibilizando aulas gratuitas online, aproveite a oportunidade para conhecer as modalidades, os locais, os profissionais.

Está vendo? Há solução para tudo, só não há para a morte. Não está no grupo de risco? Que bom! ..., mas pense nos que estão, seu pai, seu avô, os pais de seus amigos, você nunca saberá quem será a próxima vítima deste vírus. Mantenha-se em casa, meu conselho, claro.

Fiquem bem, tenham saúde #ficaemcasa

Elisabeth Victorazzi é profissional de Educação Física, pós-graduada em fisiologia do exercício; biomecânica dos exercícios; 4º. Generation of Training Teachear – Contrology, J.H. Pilates.

 

 

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  • Publicado por: Elisabeth Victorazzi
  • Postado em: segunda-feira, 30 mar 2020 10:10Atualizado em: segunda-feira, 30 mar 2020 10:11
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Dor no quadril? Pode ser a Síndrome do Piriforme

Primeiro de tudo, vocês sabem o que é piriforme? É um músculo que fica na região profunda dos glúteos (bumbum), e é responsável pela rotação da coxa, principalmente. Veja na figura abaixo que o nervo ciático, o maior nervo do corpo humano, sai da região lombar e vai até o dedão do pé e está abaixo do músculo piriforme na altura da região sacral (quadril).

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Quando ocorre uma pressão fora do normal, uma contratura ou lesão do músculo piriforme, o ciático sofre uma irritação, podendo inflamar e causar uma dor aguda no quadril, glúteos e até mesmo na perna. Em geral na perna direita. Algumas vezes, pode dar dor na lombar também, pois o nervo irradia por toda a sua extensão dependendo do grau da inflamação.

Existe um percentual da população, em torno de 10%, que tem o nervo ciático passando por dentro do músculo piriforme, e isto aumenta muito a probabilidade de se desenvolver a síndrome do piriforme.

Resumindo, quando há uma compressão muito forte do músculo sobre o ciático, a grandes possibilidades da dor no glúteo, quadril, irradiando na perna e até lombar podem ser pelos seguintes fatores:

Treinos excessivos para o glúteo (hipertrofia);

Ficar muito tempo sentado, pressionando a região;

Lesões ou traumas nesta região;

Espasmo muscular local;

Alguns esportes como: ciclismo, triatlon, treinos com subidas íngremes e irregulares;

Sentar-se em cima da carteira (homens têm o costume de guardar a carteira no bolso de trás da calça).

Se já está com dor, o melhor é consultar seu médico, fazer exames para identificar que se trata disto mesmo e fazer o tratamento recomendado até que a dor diminua. Não fique tomando remédio para dor e encobrindo algo que pode ser muito sério.

Para não ter mais e após o tratamento, faça exercícios para fortalecer os músculos do glúteo e do abdômen, sim do abdômen, ele é a base de nosso corpo. Ninguém gosta de fazer abdominais, mas ele é fundamental para a saúde, postura e resistência de nosso corpo.

Pode alongar? Sim e existem alguns alongamentos simples e eficazes que aliviam imediatamente a dor. Vou colocar a foto de um abaixo, meu favorito, mas lembre-se, procure um profissional de Educação Física para lhe orientar corretamente na execução dos exercícios.


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Fique de 20 a 30 segundos nesta posição com cada perna e faça 1x ao dia se estiver com muita dor, e até 3x ao dia, na medida que a dor for diminuindo.

Como sempre digo a vocês, nenhum exagero é bom, nem o excesso de exercício e nem o sedentarismo. Procure sempre o equilíbrio e deixe as dores para os atletas profissionais. Leve a vida LEVE! :-) 

Grande abraço e ótima semana.

 

 

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  • Publicado por: Elisabeth Victorazzi
  • Postado em: segunda-feira, 09 mar 2020 10:21
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Você pisa para dentro ou para fora? Sua coluna pode estar igual.

COLUNA - Eu entrei em 2020 com muitas reflexões, até porque passei por uma mudança de endereço e, todo mundo sabe o que isto representa, muitos gasto, muita bagunça, um estresse para organizar tudo, a cabeça não para nem para dormir, sem tempo para treinar (olha a desculpa!!!), e por aí vai, com isto minha coluna começou a reclamar, e passei a andar observando a minha postura, a praticar os conceitos das aulas de pilates nas atividades do dia a dia, entre elas andar e carregar muita, inúmeras coisas pesadas.

Neste período reflexivo e bagunçado, que inclusive fiquei sem escrever aqui em nosso cantinho da saúde, o Santa Portal, eu andava na rua observando a postura dos transeuntes, desde crianças até os mais idosos e reparei como temos uma postura ruim ao andar, ao carregar pesos nos braços ou nos ombros, quantas pessoas sem equilíbrio e que mau conseguem andar numa linha reta. Isto particularmente me deixa irritada, quem não? Tento passar pelo lado direito a pessoa vai para a direita vou para a esquerda a pessoa vai para a esquerda, precisam da calçada inteira só para elas...rsrsrs... quem já não passou por isto, principalmente naqueles dias que estamos com mais pressa.

Baseando-me nisto, comecei a associar o tipo de pisada com a postura das pessoas, e a grande maioria pisa com os pés para dentro, pés planos (chatos), e com isto os joelhos tomam a conhecida posição de “X”. Há muitas outras coisas, mas por hoje vou me ater a isto, até porque, a grande maioria das pessoas pisam desta forma. O que mais me assustou foi ver a quantidade de crianças e adolescentes, independente do biotipo, pisando desta maneira e entortando os joelhos para dentro.

O que tem isto com a coluna? Tudo! A postura da coluna também entorta, pois isto traz um cansaço, um gasto de energia desnecessário e com o tempo as dores nas costas virão após ou até mesmo junto com as dores do joelho desgastado, e em nossa cidade e região, por conta do calor, isto ainda piora.

O que fazer, não só por você, mas também pelos seus filhos, seus netos para que isto não ocorra? Exercícios para os pés, muitos, é minha recomendação. A melhor parte é que são simples e podem ser feitos quase brincando. Estimule seus pés!

Alguns exercícios para nós que moramos na praia: andar descalço na areia fofa e dura (vá e volte pelo mesmo caminho), agarrar a areia com os dedos do pé (faça um castelinho com a areia agarrada pelos dedos dos pés), andar na beirada do mar, veja quantas possibilidades. Não gosta ou não dá para ir à praia? Pegue uma toalhinha de rosto, ou de lavabo, coloque no chão, sente-se numa cadeira de frente para ela e comece a agarrar a toalha com os dedos até puxar ela inteirinha e depois abra ela inteirinha novamente (faça com os dois pés... se não vai ficar torto!). Devo advertir, pode até dar câimbra, mas não desista, repita muitas vezes, os músculos, os tendões e cartilagens vão agradecer e fortalecer. Pegue bolinha de tênis ou de frescobol, coloque o pé em cima e passe pelo pé todo, pelo lado, massageie. Não é simples?

Vou pedir mais uma coisa, uma pequenininha, fazer uma experiência para sentir esta relação entre pé e coluna: Fique em pé de frente para uma parede a um braço de distância mais ou menos, agora sem sair deste lugar, coloque a sua cabeça na parede. Coloque o peso de seu corpo no calcanhar, o que acontece? A cabeça fica pesada na parede, parece que estamos empurrando, dói. Agora coloque o peso do corpo, mas nos dedos do pé, principalmente no dedinho e no anelar (do lado do dedinho), o que acontece? Como mágica, sua cabeça fica leve. Sentiu? Isto é a prova que andar usando seu pé inteiro, principalmente os dedos dos pés do lado de fora, faz com que seu peso seja distribuído por todos os músculos do corpo, trazendo leveza e postura para a sua coluna.

 

 

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  • Publicado por: Elisabeth Victorazzi
  • Postado em: sexta-feira, 06 mar 2020 10:44
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Muito mais importante do que remediar é prevenir. Em saúde, este assunto é ainda mais importante. Aqui neste espaço você vai encontrar textos de gente que entende do assunto e promoção de uma vida saudável, no corpo e na mente.