Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma desordem neurológica de causa desconhecida, que acomete mais o sexo masculino. A doença é caracterizada pela deterioração de demora na interação social e na aquisição da linguagem, bem como déficit de habilidades com padrões repetitivos de comportamento.

Quanto à alimentação, deve-se tomar cuidado com a seletividade alimentar e com o peso do autista, já que eles costumam ser totalmente inapetentes ou muito gulosos. Eles apresentam a flora intestinal ruim, sendo assim a suplementação de probióticos interessante para melhorar os sintomas gástricos e aumentar a imunidade. A utilização de ômega-3 promove uma mudança significativa na hiperatividade, déficit de atenção e estereotipia do comportamento.

Além disso, a retirada da caseína e do glúten da dieta costuma beneficiar o tratamento da doença, mas é essencial o acompanhamento com um nutricionista especialista em autismo.

 

 

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Obesidade

A obesidade é uma doença crônico-degenerativa, inflamatória, que leva ao aumento da morbidade, ou seja, a incidência relativa de uma determinada doença, e da mortalidade. Ela possui diversas causas: genética, fatores ambientais, sedentarismo, inadequação alimentar, estresse, situação sócio-econômica e fatores psicológicos.

É fácil de entender a razão dessa epidemia mundial: nós vivemos num ambiente obesogênico, ou seja, temos fácil acesso a alimentos e cada vez nos movimentamos menos!

Na época do homem das cavernas, nós éramos nômades, pois era preciso colher e caçar para comer, e comia-se o que se conseguia porque nunca sabíamos quanto tempo ficaríamos sem encontrar alimentos. Tudo isso gerava um alto gasto calórico e longas privações alimentares.

Nosso organismo, de maneira extremamente inteligente, começou a estocar os excessos alimentares na forma de gordura, de modo que conseguíssemos sobreviver às privações de nossos ancestrais. Porém, esse mecanismo continua funcionando da mesma forma, mesmo não passando por momentos de escassez alimentar, o que leva ao ganho de peso.

Somado a isso, nos dias atuais temos o extremo oposto da época do homem das cavernas: carro, elevador, controle-remoto, escada-rolante, tudo faz com que nos movimentemos o mínimo possível. Para piorar, é só irmos ao supermercado para encontrarmos uma vasta quantidade de alimentos, cada vez mais calóricos e gordurosos. Esse quadro gera um balanço energético positivo, o que significa que gastamos menos energia do que consumimos.

 

Complicações derivadas da obesidade:

  • Cardiovasculares – hipertensão, dislipidemia (altos níveis de gorduras circulando no
    sangue), infarto e embolia pulmonar;
  • Gastro-intestinais – refluxo e esteatose (fígado gorduroso);
  • Pulmonares – apnéia e síndrome hipoventilatória;
  • Psicológicas – depressão, baixa auto-estima e qualidade de vida;
  • Ortopédicas – osteoartrite degenerativa e diminuição da mobilidade;
  • Metabólicas – diabetes, resistência à insulina, gota e síndrome metabólica;
  • Dermatológicas – acantose nigricante, celulite, estrias;
  • Reprodutivas – ovários policísticos, alterações menstruais e infertilidade;
  • Câncer – mama, cólon e próstata.

 

A obesidade, além de tudo isso, causa vários processos inflamatórios advindos do excesso de tecido adiposo. Um deles relaciona-se à leptina, principal hormônio responsável pela sensação de saciedade, que se encontra desregulada na obesidade, o que atrapalha o processo de emagrecimento. Por isso a importância de mastigar bem os alimentos, para tentar regular esse processo.

Além de diminuir muito a qualidade de vida do indivíduo, a obesidade não tem cura, somente controle, por isso é tão importante a sua prevenção, já que crianças e adolescentes obesos possuem entre 50 e 80% de chance de ser um adulto obeso, respectivamente.

Uma das principais maneiras de voltar ao peso ideal, de forma gradual, porém duradoura, é através da reeducação alimentar, ou seja, uma reeducação dos hábitos alimentares, com o auxílio de um profissional nutricionista. O emagrecimento saudável equivale a uma perda de 0,5 a 1,5 kg/semana.

Também é essencial a prática de um exercício físico, com consentimento médico e orientação de um educador físico, além de auxílio psicológico, já que grande parte dos obesos apresentam sintomas de depressão e baixa auto-estima.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: quinta-feira, 10 jan 2019 10:01
  • doença   depressão   gordura   

Festas de fim de ano

A chegada da época das festas de fim de ano costuma gerar ansiedade e preocupação para a maior parte das pessoas, principalmente para quem está tentando perder uns quilinhos. Mas na realidade o que deve ser mudada é a mentalidade de que nessa época do ano se come muito, e mudar a forma de encarar a mesa farta.

A primeira dica é não sair de casa com fome: faça sempre um lanche leve antes de sair, já que assim conseguirá se controlar melhor às tentações a seguir.

Para quem toma bebida alcoólica, o ideal é que você intercale a sua ingestão com água, para reduzir o seu consumo e garantir a hidratação.

Como a alimentação típica do Natal é bem pesada, caso você seja o anfitrião, é importantíssimo não fazer comida demais, para não sobrar por vários dias.

Além disso, a maionese pode ser substituída por ricota ou cottage, a rabanada pode ser assada ao invés de frita e os doces calóricos pode dar lugar a frutas frescas, mais refrescantes inclusive nessa época do ano.

O arroz branco pode ser substituído pelo selvagem ou negro, e a farofa, ao invés de bacon ou presunto, pode ser feita com legumes, frutas ou castanhas. As carnes típicas do Natal, como o tender e chester, costumam vir temperadas com glutamato monossódico e possuem muitos aditivos químicos, então um frango assado ou bacalhau são boas alternativas para quem quiser consumir uma proteína mais saudável.

Não se prive de comer o que gosta, mas não exagere nas quantidades, e esteja atento à sua sensação de saciedade, a fim de não comer a mais do que o necessário.

 

 

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Abacate

A grande preocupação quando se pensa em um dos frutos mais consumidos no Brasil, o abacate, é o seu alto teor calórico. Apesar de rico em gordura vegetal, estudos mostram que o consumo da fruta faz tão bem ao nosso organismo quanto o azeite extra-virgem.

O abacate é rico em ácidos graxos monoinsaturados (os mesmos do azeite), que reduzem os níveis de colesterol total, triglicerídeos e LDL, levando à prevenção de doenças cardiovasculares. 

É uma das frutas mais ricas em proteína, possuindo aproximadamente 2 g para cada porção de 110 g (metade de um abacate médio). Também possui ômega 3, que além de facilitar a perda de peso reduz a inflamação. Não contém sódio ou colesterol e é pobre em gordura saturada. 

O abacate ainda é rico em vitamina E, poderoso antioxidante que desacelera o envelhecimento e, inclusive, protege contra doenças cardíacas e alguns tipos de câncer; luteína, nutriente que protege contra a catarata e o câncer de próstata; potássio, mineral que controla a pressão sanguínea. 

Pode ser utilizado tanto em casos de depressão, já que possui lítio, cuja deficiência pode levar à depressão, alterações de comportamento e ansiedade, quanto em casos de diabetes, pois as fibras e os ácidos graxos monoinsaturados controlam o nível de açúcar no sangue. Possui ainda magnésio, ferro, folato, vitamina A, B2, B6 e C. 

Contudo, como qualquer alimento rico em gordura, seu consumo deve ser moderado. Por isso, nada de adicionar açúcar, já que isso tornaria o consumo da fruta excessivamente calórico.

Como Escolher

Os melhores abacates são os mais pesados e firmes. Se estiver duro, ainda não está bom para o consumo. Mas não se preocupe, pois ao contrário da maioria das frutas, o abacate só começa a amadurecer depois de colhidos, então em poucos dias ele ficará maduro. Para saber se ele está maduro, a casca deve ceder com uma leve pressão dos dedos.    


Como conservar

Guarde o abacate em local fresco e arejado. Se ainda não estiver maduro, deixe-o fora da geladeira para que termine o processo de amadurecimento.

 

Abacate x Avocado

O avocado é uma variedade mais magra do abacate: contém 10% de calorias a menos do que o abacate. Seu fruto é menor, sua polpa é verde-amarelada, além de custar o dobro do preço da fruta tradicional.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: segunda-feira, 03 dez 2018 09:43
  • fruta   proteína   vitaminas   

Chá

Usado há milênios pelos chineses e recomendado pelas avós, o chá ajuda a esquentar o corpo no inverno e refresca no verão. Saboroso e com poucas calorias, disponível em vários sabores e repleto de antioxidantes, atualmente o chá é a bebida mais consumida no mundo, logo depois da água.

Os chás melhoram os níveis de concentração, purificam o organismo eliminando toxinas e combatem a retenção de líquidos. Conheça a seguir os benefícios relacionados a cada sabor:

 

  • Boldo – é utilizado para amenizar dores estomacais e mal-estar gerado pela ressaca;
  • Camomila – possui um efeito calmante e tranqüilizante;
  • Carqueja – apesar de amargo, esse chá é ideal contra a má digestão e azia;
  • Cidreira – indicado para combater cólicas e gases, além de ser um calmante natural;
  • Gengibre – ótimo para combater problemas das vias aéreas, como tosse e dor de garganta, além de ajudar na digestão e agir contra enjôos;
  • Hortelã – aconselhado para perturbações do estômago;
  • Maçã – além de auxiliar na digestão, possui propriedades sedativas;
  • Mate – possui elevador níveis de cafeína, o que o torna um excelente estimulante.

 

 

Verde, branco ou preto?

 

Esses chás derivam da mesma planta (Camellia sinensis), porém se diferem em relação ao processo de oxidação, que modifica a cor de suas folhas, sabor, aroma e quantidade de polifenóis presentes. Os polifenóis contém antioxidantes importantes, que combatem os radicais livres, sendo então armas naturais contra o envelhecimento.

O chá preto é o mais processado e possui menos poderes antioxidantes do que o chá verde. O chá branco é o menos processado, e apesar de conter mais antioxidantes do que o chá verde, praticamente não possui sabor, além de ser bem mais caro do que os outros dois.

Além disso, na indústria de cosméticos, estudos mostram benefício do uso tópico de extratos de chá branco e verde no aumento da proteção da pele contra os efeitos dos raios ultravioleta, mostrando  efeito “antienvelhecimento”.

 

Formas de preparo

Os chás de ervas, plantas ou folhas e flores, devem ser preparados em infusão. Para isso, despeje água fervente em uma xícara com uma colher de sobremesa da erva e abafe o recipiente por 10 minutos. Não se deve ferver a água juntamente com as ervas, pois as essências poderão evaporar, levando à perda de sabor e poder medicinal.

Já para os chás feitos a partir de raízes, cascas e sementes, o melhor processo é o de decocção: ferva a planta por no mínimo 5 minutos e abafe por 10. Quanto mais dura for a parte da planta usada, maior deve ser o tempo de fervura. Utilize uma colher de chá da planta para cada xícara de água.

A terceira forma de extrair os princípios ativos das ervas é pelo processo de maceração. Deve-se picar bem ou amassar a erva fresca, depois despeje sobre ela água em temperatura ambiente e deixar descansar por aproximadamente 20 minutos. É uma ótima técnica para se usar com hortelã e boldo.

Seja feito por infusão, decocção ou maceração, não se deve consumir um chá mais de 24 horas depois do seu preparo, já que ele começa a sofrer o processo de fermentação. E procure não adoçá-lo, pois o açúcar, adoçante ou mel interferem no seu efeito terapêutico.

O ideal é que se compre a planta seca em farmácias de manipulação, mas comprar as ervas frescas também é uma boa pedida. Os chás vendidos em sachês perdem parte do sabor e de suas propriedades porque as plantas são excessivamente trituradas.

Os chás que contenham cafeína, como o mate, o preto e o verde, devem ser evitados após as 18 horas para não atrapalhar o sono. Já os de ervas calmantes podem deixar a pessoa sonolenta durante o dia, portanto o melhor é consumi-los à noite.

Apesar de diversos chás já tenham seus benefícios comprovados, eles não podem ser confundidos com medicamentos, nem se deve esperar deles resultados milagrosos.

 

 

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Sobre
Nutricionista formada em 2009 pela Universidade Católica de Santos, especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo. Conheça melhor o meu trabalho em www.nutrimind.net.br