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Um dos seriados mais queridos dos anos 60, ‘A Feiticeira’ é sucesso até hoje. Veja curiosidades do show:

Um dos seriados mais amados de todos os tempos, ícone da cultura pop. A Feiticeira teve oito temporadas, foi ao ar originalmente entre 1964 e 1972 e é reprisada, ininterruptamente, desde então. Mas, à parte o sucesso popular, nos bastidores, o seriado sobre uma bruxinha que se casa com um humano e se esforça para se adaptar à vida mortal foi uma produção cheia de curiosidades. Confira algumas:

>> O pequeno desenho animado que abre o seriado foi criado pelos estúdios Hanna Barbera, que eram ligados à produção de A Feiticeira pela produtora, Screen Gems.

>> São vários os personagens que foram vividos por mais de um artista. O mais conhecido e óbvio é o de James Stephens (Darrin Stephens na versão original), o estressado marido de Samantha. Nas cinco primeiras temporadas ele foi vivido por Dick York, que precisou abandonar o show em 1969 por sentir dores nas costas que o acompanharam pelo resto de sua vida, fruto de um acidente de carro. Ele foi substituído, curiosamente, por outro Dick, o Sargent, que fez o papel nas três temporadas seguintes. Nenhuma explicação sobre a mudança foi dada ao público.

>> Entre os outros personagens que foram vividos por mais de um artista estão a vizinha fofoqueira Gladys Kravitz, a esposa de Larry Tate (Louise), a filha bruxa de Samantha (Tabatha) e o pai de James.

>> Sobre a substituição de Dick York por Dick Sargent, a mudança não aconteceu sem traumas. A atriz Agnes Moorehead, que vivia a geniosa sogra Endora, era muito ligada a York e quando Sargent estreou, ela fez cara feia e disse a ele que não gostava de mudanças. O público também não aprovou totalmente a substituição, já que os índices de audiência caíram 13 pontos.

>> Tabatha, a filha de Samantha, foi vivida pelas gêmeas Erin e Diane Murphy. E, ao contrário da lenda que se propagou pela Internet, nenhuma das duas se tornou estrela de filmes adultos. Outras duas atrizes bebê, que hoje são famosas e ganhadoras do Oscar, concorreram ao papel de Tabatha: Helen Hunt e Jodie Foster.

>> Já a estrela da série, Elizabeth Montgomery, a Samantha, vivia também o papel de sua prima maluquinha, Serena, usando uma peruca morena. Mas nos créditos do seriado a personagem Serena era creditada a Pandora Spocks. Muitos fãs do seriado, por incrível que pareça, não percebiam a brincadeira e mandavam cartas para Pandora.

>> Paul Lynde, o tio Arthur, também apareceu no show antes de se tornar um personagem regular. Ele fez, na segunda temporada, um instrutor que tenta, sem sucesso, ensinar Samantha a dirigir.

>> Há várias referências cruzadas entre A Feiticeira e Jeannie é um Gênio. A cozinha de Larry e Louise Tate é a mesma de Tony e Jeannie. Da janela da casa de Tony se vê, em vários episódios, a casa de Samantha e James do outro lado da rua.

>> Duas atrizes coadjuvantes faleceram durante o show. Marion Lorne, que vivia a tia Clara, morreu em 1968, durante a quarta temporada e foi premiada com um Emmy póstumo. Alice Pearce, que fez a primeira senhora Kravitz, morreu em 1966, também ganhou um Emmy póstumo e foi substituída por Sandra Gould.
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 Elizabeth Montgomery foi casada com o produtor do show, William Asher, durante todo o período de exibição, entre 1963 e 1974. Foi seu terceiro marido, com quem teve seus três filhos. Ela se casaria mais uma vez nos anos 90, pouco antes de sua morte.

>> A célebre música-tema do seriado era para ser cantada, idéia que nunca foi colocada em prática no show. Mas essa versão foi cantada por diversos artistas, como Peggy Lee. Eis a letra: “Bewitched, bewitched, you’ve got me in your spell… Bewitched, bewitched, you know your craft so well… Before I knew what you were doing, I looked in your eyes… That brand of woo that you’ve been brewin’ Took me by surprise… You witch, you witch! One thing that’s for sure, that stuff you pitch, just hasn’t got a cure… My heart was under lock and key, but somehow it got unhitched… I never thought my heart could be had… But now I’m caught and I’m kind of glad To be bewitched… Bewitched!”.

>> Diversos atores de A Feiticeira podem ser vistos também (mas não juntos) em episódios do seriado Além da Imaginação. Entre eles estão Dick York (James), Agnes Moorehead (Endora), David White (Larry) e Elizabeth Montgomery (Samantha).

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 Um filme foi produzido para o cinema em 2005, versão do seriado (foto ao lado). Teve Nicole Kidman no papel principal, Will Ferrell como James Stephens, Shirley MacLaine como Endora e atores do calibre de Michael Caine e Steve Carrell no elenco.


 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 16:05Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 16:06
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10 fatos sobre Alice no País das Maravilhas e seu autor Lewis Carroll…

‘Alice no País das Maravilhas’ é um dos maiores clássicos da literatura juvenil e um assombro de narrativa. Mas é importante conhecer melhor o trabalho e a vida de seu autor, um homem cuja imagem enfrenta até hoje muita polêmica. Conheça 10 curiosidades sobre Alice e seu autor:

O livro foi escrito em 1865 e a primeira adaptação para o cinema aconteceu 38 anos depois, em 1903, ainda nos primórdios da sétima arte.

A heroína da história, Alice, foi inspirada em uma garota real. O autor, Lewis Carroll, era amigo do pai da verdadeira Alice (cujo nome completo era Alice Liddell) e desde que a garota era pequena desenvolveu uma forte amizade por ela. Ele criou a história da garota que viaja ao mundo da fantasia para dar de presente a ela.

Sobre a versão clássica da história para o cinema, o desenho de 1951: a produção demorou cinco anos para ser completada e todo o desenvolvimento da história levou mais de 10 anos para ser concluído. Apesar de todo o esforço de Walt Disney, que supervisionou pessoalmente o trabalho, o filme foi um fracasso de bilheteria em seu lançamento.

Uma das primeiras versões do roteiro de Alice no País das Maravilhas para o cinema foi escrita pelo autor Aldous Huxley, famoso em todo o mundo por seus romances de ficção científica, especialmente ‘Admirável Mundo Novo’. Huxley se aproximou de Disney para este projeto porque sua mãe havia sido, em um passado remoto, uma das garotas escolhidas por Lewis Carroll para seus trabalhos fotográficos (você lê mais sobre o assunto mais adiante).

Lewis e Alice
O autor de Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll, tinha um hobbie bem diferente. Ele gostava de fotografar crianças (apenas meninas) nuas. Com autorização dos pais.

A amizade de Carroll com Alice começou quando a menina tinha apenas três anos. Carroll escrevia longas cartas para a menina e, em um passeio de barco com ela e as irmãs, inventou a história de Alice. Ele a transformou em livro para dar de presente à própria Alice. A relação de amizade entre os dois chegou a tal ponto que a mãe de Alice, a sra. Liddell, queimou as cartas de Carroll e tentou impedir que os dois se vissem.

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Não adiantou muito. Uma foto de Alice Liddell aos 17 anos, feita por Lewis Carroll, mostra que a dupla continuou a se encontrar mesmo depois da oposição da mãe. Até hoje não se sabe que tipo de relação existia entre a dupla. Alguns biógrafos acreditam, sim, em pedofilia. Outros negam.

A rainha Vitória, que governava a Inglaterra na época, se apaixonou pelo livro e conheceu pessoalmente o autor Lewis Carroll e também a menina Alice, que havia inspirado a obra. Alice e o filho da rainha, o príncipe Leopoldo, ficaram muito amigos e, sugerem alguns historiadores, teriam se apaixonado. Eles acabaram se casando com outras pessoas, mas um fato denuncia que algo permaneceu: o filho de Alice se chamava Leopoldo e a filha de Leopoldo foi batizada como… adivinhe… Alice!

Além de escritor, Lewis Carroll era matemático e foi um aluno tão brilhante que a universidade onde ele se formou (a prestigiada Oxford) o convidou, logo após a formatura, para se tornar professor. Ele também era poeta, desenhista e um reverendo da igreja anglicana.

Alice Liddel viveu até os 82 anos e dedicou boa parte de sua vida à divulgação dos livros que ela própria havia inspirado. Ela se casou com Reginald Hargreaves, com quem teve três filhos. Lewis Carroll não estava presente em seu casamento mas enviou um presente mais tarde. Ela morreu em 1934, época em que Walt Disney já estava interessado na adaptação da obra para o cinema.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 15:47Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 15:50
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A ficção (muito) científica de Star Trek

Se há um gênero marginalizado no cinema e na literatura, este é a ficção científica. Não falo de sucesso de público e nem mesmo de crítica, mas sim da credibilidade com que ele é encarado. A ficção científica está longe de ser apenas diversão descompromissada. Ela propõe, ao contrário, um exercício de criatividade muito calcado na observação rigorosa do mundo que vivemos e para onde ele caminha. Escrever ficção científica é imaginar como o mundo que está aí será em 20, 50, 100 anos. Não apenas tecnologicamente, mas como sociedade, também. É por isso que alguns livros escritos nas décadas de 20, 30 e 40, à sombra da União Soviética e do nazismo, refletem o sentimento de seus autores a respeito do totalitarismo e do hipercontrole do cidadão.

O inglês Aldous Huxley, em seu genial Admirável Mundo Novo (de 1931) é o exemplo mais bem acabado. Orwell e seu 1984 (escrito em 1948) também. Livros assim criaram todo um subgênero literário, a distopia, sobre o qual ainda vamos falar por aqui algum dia.

O que importa neste texto é o futuro imaginado por um sujeito em particular?—?Gene Roddenberry, criador do seriado Star Trek?—?e como, neste caso específico, tanto a série refletiu o momento vivido pela humanidade (os primeiros anos da corrida espacial e o que isso representava), projetou esse futuro décadas à frente. Neste aspecto, é um caso único.

É claro que um seriado assim atrairia muita gente das áreas de ciências e tecnologia. Esse pessoal, trabalhando na indústria, buscou a concretização de muitos conceitos imaginados pelo seriado, invertendo a lógica, ajudando não apenas a imaginar o futuro mas também a moldá-lo.

É claro que a tecnologia mais evidente e chamativa do show?—?o teletransporte?—?está muito longe de virar realidade, se é que um dia será possível, mas são vários os exemplos positivos.

Celulares
O mais óbvio são os telefones celulares. As equipes de descida da Enterprise, quando estavam em um planeta inóspito, sempre carregavam seus comunicadores, aparelhos que de qualquer lugar lhes permitia falar com a nave. Eram aparelhos de Flip mais próximos de um rádio Nextel do que de um celular, propriamente, mas inspiraram a indústria. Uma curiosidade: o primeiro telefone de flip da Motorola se chamava Star Tac em homenagem ao seriado. Aliás, o logotipo da Motorola, empresa que hoje pertence ao Google, são duas insígnias de Star Trek viradas uma de frente para a outra, formando um ‘M’.

Medicina
Na área da saúde as tecnologias que aparecem em Star Trek são espetaculares. Quando o Dr. MacCoy precisava cuidar de algum paciente, não usava injeções e sim um inoculador que não provocava dor. Ele já existe e se chama hipospray, ou pistola de vacinação pressurizada. Também chamava a atenção como, no seriado, as doenças eram detectadas em poucos minutos por um aparelho que ficava logo acima da cama do paciente. Havia também uma versão portátil, que escaneava o paciente. O Pet Scan é o que há de mais moderno na detecção de diversas doenças, como cânceres, problemas neurológicos e doenças do coração. A tecnologia permite uma visualização impressionante do metabolismo do indivíduo. O que muda, ainda, é o tempo do exame: no seriado durava poucos segundos. Na ‘vida real’ são necessárias três horas.

Direitos humanos
Interessante de fato é perceber que a série foi muito mais revolucionária pelas discussões que provocou na área dos direitos humanos e da inclusão social do que pela tecnologia. A série estreou na tevê americana em 1966, auge dos movimentos civis pelos direitos dos negros por lá, com Martin Luther King à frente. Nichelle Nichols, mulher, negra, fez história ao ocupar, no seriado, um papel de liderança (era a quarta em comando) e protagonizar o primeiro beijo inter-racial da tevê americana. Pelos problemas que enfrentava no show (algumas afiliadas do canal no Sul dos Estados Unidos, por exemplo, não exibiam o show em protesto), Nichelle pensou em desistir após a primeira temporada. Mas encontrou-se com o próprio Martin Luther King, que a convenceu a permanecer ressaltando a importância que tinha uma mulher negra ocupar aquele espaço.

A Primeira Diretriz da Federação dizia: “é proibido interferir com o desenvolvimento normal de uma cultura ou sociedade. Essa diretiva é mais importantes do que a proteção das naves ou membros da Frota Estelar. Perdas são toleradas ao longo forem necessárias para a observação dessa diretiva”. Ou seja: o respeito a outras crenças e culturas era fundamental e mais importante do que qualquer “imperialismo” da Federação.

Utópico? Star Trek propunha um futuro em que a humanidade já havia superado seus problemas internos. Se tecnologicamente a humanidade já se aproximou de alguns conceitos do visionário show, em matéria de humanidade ainda temos muito a evoluir.

 

 

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  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:33Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:37
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Casablanca é um dos maiores clássicos da história do cinema. Veja 5 curiosidades

>> Quase todos os atores que interpretaram nazistas no filme eram na verdade judeus alemãos que abandonaram a Alemanha fugindo de Hitler. Na cena em que os franceses cantam a Marselhesa (o hino francês) para abafar a canção alemã cantada pelos nazistas, todos os que aparecem em cena são refugiados do nazismo e estavam verdadeiramente emocionados. A cena é esta aqui:



>> Uma das frases mais conhecidas do filme é “Victor Laszlo é meu marido. E já era meu marido quando eu lhe conheci em Paris”. Ela quase foi cortada pela censura por explicitar que Ilsa (Ingrid Bergman) teve um caso extraconjugal com Rick (Humphrey Bogart) quando já era casada. A produção argumentou que, quando conheceu Rick, Ilsa pensava que o marido estava morto. E a frase foi liberada.

>> O ator George Raft (foto abaixo) recusou o papel de Rick, que foi oferecido e aceito por Humphrey Bogart. Quando já estava tudo certo, Raft voltou atrás e quis participar do filme mas foi informado de que o papel não estava mais disponível. E Bogart se consagrou justamente neste filme. Alguns anos depois, o mesmo George Raft recusaria o papel do detetive Sam Spade em Relíquia Macabra (The Maltese Falcon). E quem mais uma vez se consagraria neste papel? Humphrey Bogart! Você provavelmente conhece o George Raft, mesmo que não seja um fã de clássicos, por uma pequena participação dele em um filme de Jerry Lewis, O Terror das Mulheres.

>> Mais uma coincidência envolvendo George Raft e Humphrey Bogart: o último filme de Raft no cinema, poucos meses antes de morrer, em 1980, foi uma comédia sobre um homem que, obcecado por um ator, se submete a uma série de cirurgias plásticas para ficar parecido com o ídolo e até muda seu nome para um dos personagens mais conhecidos do ator. O nome do filme? O Rosto de Humphrey Bogart!

>> Um dos maiores símbolos de Casablanca é sua canção, As Time Goes By, até hoje uma das canções mais executadas do mundo. Ela foi escrita por Herman Hupfeld em 1931 e, por isso, não pôde concorrer ao Oscar de Melhor Canção em 1942, quando foi utilizada no filme.

 

 

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  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:22Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:23
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Laranja Mecânica é tão polêmico que até seu ator principal e o diretor o renegaram. Veja 10 curiosidades deste clássico

Stanley Kubrick era um cineasta diferenciado. É impossível assistir aos seus filmes e ficar indiferente a eles. Laranja Mecânica, de 1971, é um bom exemplo. Inspirado no livro de Anthony Burgess, é um misto de filme de gangue futurista com ficção científica distópica que tem fãs espalhados por todo o mundo. Para estes fãs, selecionamos dez curiosidades de bastidores. Confira:

1) O primeiro dono dos direitos de adaptação da história para o cinema foi Mick Jagger, o vocalista da banda Rolling Stones. Ele pretendia fazer o filme com os Stones como a gangue principal. Mick comprou os direitos do autor Anthony Burgess por apenas 500 dólares. Quando ainda era este o projeto, dois diretores foram cogitados: Ken Russell e Tinto Brass (que trabalharia com McDowell em Calígula).

2) O compositor da trilha sonora, Walter Carlos, passou por uma cirurgia de mudança de sexo no ano seguinte à estreia do filme e mudou seu nome para Wendy Carlos. O artista, hoje com 76 anos, lutou a vida toda pela popularização da música clássica e foi um dos pioneiros da música eletrônica e do uso de sintetizadores.

3) A cena em que Alex (personagem do ator Malcolm McDowell) ataca um casal enquanto canta e dança Cantando na Chuva, a música-tema do musical de mesmo nome, não estava no roteiro. O diretor Stanley Kubrick passou quatro dias filmando e refilmando a sequência, que não lhe agradava porque era muito convencional. Foi então que ele sugeriu a Malcolm que dançasse. E a mágica aconteceu. A cena, até então simples, se tornou antológica. Malcolm, além de dançar, cantou a única música que sabia de cor. Kubrick ficou tão feliz com o resultado que comprou os direitos da canção por 10 mil dólares.

4) Quem não gostou nada?—?nada mesmo?—?do uso de Singing in The Rain?—?foi seu intérprete, o ator, dançarino e cantor Gene Kelly. Alguns anos depois ele encontrou Malcolm McDowell em uma festa e o deixou falando sozinho. Saiu, furioso, do lugar. Ainda não havia se recuperado do que Kubrick havia feito com sua doce canção.

5) Para gravar as cenas de tortura, os olhos do ator Malcolm McDowell foram anestesiados, assim poderiam ficar abertos por mais tempo durante as gravações. O médico que aparece em cena é um médico de verdade, colocado pela produção para impedir que os olhos do ator secassem. Ainda assim, o metal usado para deixar seus olhos abertos arranhou suas córneas e o ator chegou a ficar parcialmente cego por um período. Malcolm também fraturou algumas costelas em um acidente na cena de humilhação pós-tratamento Ludovico.

6) Na cena em que Alex conversa com um padre, na prisão, sobre o Tratamento Ludovico, um grupo de prisioneiros anda em círculo. Kubrick recriou aqui, com atores, a célebre pintura Prisioneiros se Exercitando, de Vincent Van Gogh.

7) O alterofilista que aparece em cena como ajudante do escritor comunista após a morte de sua esposa, pediu a Kubrick que a cena não fosse repetida muitas vezes, já que ele teria que carregar o ator no colo. O elenco ficou horrorizado com a audácia do rapaz, mas Kubrick apenas riu e prometeu fazer seu melhor. A cena, de fato, foi gravada após apenas três tentativas, um recorde para um perfeccionista como Kubrick. Você sabe quem era este alterofilista? O ator David Prowse (foto abaixo), que poucos anos depois se consagraria e entraria para a história do cinema sem mostrar seu rosto: ele é o homem embaixo da armadura de Darth Vader nos filmes da saga Star Wars!


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8) Uma pintura na parede que aparece logo na primeira sequência do filme, no bar/leiteria, é vista novamente em um outro filme do diretor, o terrorzão O Iluminado.

9) Laranja Mecânica é um dos dois únicos filmes da história que foi indicado para Melhor Filme no Oscar mesmo tendo recebido censura ‘X’ (por excessiva violência e pornografia). O outro é Perdidos na Noite, que venceu o prêmio em 1969.

10) O filme é um dos mais polêmicos e controversos de toda a história. Ficou proibido por quase 30 anos no Reino Unido. No Brasil, foi exibido com ridículas bolinhas pretas cobrindo as partes íntimas dos protagonistas. Tanto o diretor Stanley Kubrick quanto o ator Malcolm McDowell se arrependeram de participar do projeto. Kubrick porque o filme inspirou o aparecimento de gangues violentas tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. Ainda assim, é considerado por especialistas um dos 100 melhores filmes da história do cinema.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:04Atualizado em: quinta-feira, 23 mai 2019 12:06
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