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Morre Terry Jones, o genial ator inglês que fez história no grupo Monty Python

LUTO NO HUMOR - Morreu ontem, aos 77 anos, o ator inglês Terry Jones, conhecido por integrar o mais famoso grupo de humor do mundo, o Monty Python. Ele perdeu uma longa batalha para um tipo raro de demência. Segundo comunicado emitido pela família, "Jones morreu ao lado da esposa, Anna, após uma batalha longa mas bem-humorada contra a doença mental".

MONTY PYTHON
Como membro dos Monty Python, Jones é lembrado pelos seus papéis de mulheres de meia-idade e o odiado “homem na rua”. Normalmente escrevia sketches em parceria com Michael Palin.

Uma das primeiras preocupações de Jones era desenvolver um formato fresco para o programas dos Monty Python, e foi Jones que desenvolveu o estilo inconsciente que abandonou as “punchlines” e encorajava o movimento fluido entre sketches, dando “espaço ao humor conceptual da equipa. Jones também era contra o uso de música exagerada e do estilo de câmara estática pelos realizadores de programas de TV da altura, algo que fez com que quisesse realizar os programas. Mais tarde dedicou-se à realização de 3 dos filmes dos Monty Python, Monty Python e o Cálice Sagrado, A Vida de Brian e o Sentido da Vida.

Como é demonstrado em muitos dos seus sketches com Palin, Jones estava interessado em fazer comédia visualmente impressionante. Este sentia que cenários interessantes aumentavam o humor. Os seus métodos encorajaram muitos futuros comediantes a fugir do convencional. Exemplo disso são programas como Green Wing, A Pequena Grã-Bretanha (Little Britain) e The League of Gentlemen.

As contribuições como actor mais memoráveis de Jones são as suas interpretações paródicas de mulheres de meia-idade de voz extremamente aguda. O seu humor juntamente com o de Palin tende a ser conceptual por natureza. Um sketch típico da equipa Palin\Jones retira o seu humor do absurdo do redor. Por exemplo, no “Summarize Proust Competition” (Competição de Resumo de Proust), Jones faz o papel de anfitrião que dá aos concorrentes 15 segundos para resumir a obra À La Recherche du Temps Perdu de Marcel Proust.

Netse caso o riso surge a partir do absurdo da ideia em si. Jones ficou também conhecido pelo seu estilo de comédia física do género Charlie Chaplin, talvez mais notório no sketch onde se tenta despir na praia. Outros papéis característicos de Jones eram os de homem comum e os do “totó” com ambições que iam muito além das suas capacidades.

Assista a algumas cenas de Terry Jones no Monty Python:



DEPOIS DOS PYTHON

Depois das dificuldades criativas envolvidas no primeiro filme dos Monty Python, E Agora Algo Completamente Diferente (And Now For Something Completely Different), foi decidido que o projecto seguinte, Monty Python e o Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail) seria realizado por membros do grupo. Assim Terry Jones e Terry Gilliam fizeram a sua estreia nas lides da realização.

A partir daqui, a carreira na realização de Jones descolou, tendo realizado sozinho os 2 filmes seguintes dos Monty Python, A Vida de Brian e o Sentido da Vida. No entanto, Jones também teve projectos fora do grupo sendo da sua autoria filmes como Personal Services, Erik the Viking, Labyrint e The Wind on the Willows.

Na televisão, a sua carreira depois dos Monty Python continuou com o seu parceiro de escrita de sempre, Michael Palin, na série Ripping Yarns, que foi cancelada após apenas 9 episódios devido ao elevado custo de produção.

A carreira pós-Python de Jones levou-o a tornar-se um aclamado autor de livros de crianças com histórias como Curse of the Vampire Socks, Fantastic Stories (Contos Fantásticos, adaptado em palco por Luís Tinoco), Nicobonimus e The Saga of Erik, the Viking (escrita originalmente para o seu filho Bill). Mas Jones não escreveu apenas para crianças, em anos recentes os seus livros de História, centrados em grande parte na Idade Média, uma época pela qual Jones é fascinado.

Ele também protagonizou alguns documentários sobre o tema na BBC. Terry também começou a escrever artigos regularmente a partir dos anos 80, primeiramente para o The Guardian e, mais recentemente, para o The Observer.

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quarta-feira, 22 jan 2020 12:40Atualizado em: quarta-feira, 22 jan 2020 12:47
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Morre aos 95 anos Christopher Tolkien, filho do criador de 'O Senhor dos Anéis'

LUTO - Morreu hoje, aos 95 anos, o professor Christopher Tolkien, filho do criador da saga O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien. Christopher, assim como o pai, era professor de língua inglesa na Universidade de Oxford. Ele ficou muito conhecido pelos fãs por editar livros póstumos do pai, como 'Contos Inacabados', e administrar o patrimônio intelectual deixado pelo pai.

Nascido em 1924, Christopher era o filho mais próximo do professor Tolkien e ouvia suas histórias sobre a Terra-Média, das quais virou entusiasta. Por causa dele, muitas obras de Tolkien não chegaram aos cinemas. E as que chegaram foram criticadas por ele, como a trilogia de Peter Jackson, no início do século 21. Por outro lado, especialistas dizem que sem Christopher e seu trabalho incansável de organização de material, uma parte considerável da obra do pai não chegaria ao público.

Em 2017, no momento em que a Amazon comprou os direitos da história de O Senhor dos Anéis para produzir uma série nos mesmos moldes de 'Game of Thrones', Christopher deixou de cuidar do patrimônio do pai. Essa série deve mostrar acontecimentos anteriores aos vistos nos filmes e estreia no Prime Video em 2021.

As causas da morte de Christopher Tolkien não foram divulgadas.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 16 jan 2020 16:56
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Ser consumidor de cinema na era 'John Williams" é um privilégio. Hoje ele se tornou a pessoa viva com mais indicações ao Oscar

RECORDE - O compositor John Williams, de trilhas emblemáticas como as de 'E.T.', 'Star Wars', 'Superman', 'Indiana Jones' e 'Harry Potter', bateu hoje seu próprio recorde. Ele chegou à 52ª indicação ao Oscar com a indicação da trilha de 'Star Wars: A Ascenção Skywalker' e é a pessoa viva com maior número de indicações ao prêmio em todos os tempos.

Ele só perde para o mestre Walt Disney, que conquistou 59 indicações em sua longa trajetória no cinema (e ganhou 22 delas). Williams recebeu sua primeira indicação ao Oscar em 1968 por seu trabalho em 'O Vale das Bonecas'. Ganhou o prêmio pela primeira vez quatro anos depois, em 1972, pela trilha de 'O Violinista no Telhado'.

De lá para cá, ganhou com trilhas memoráveis como as de 'Tubarão', 'Star Wars' e 'A Lista de Schindler'. É um privilégio ser consumidor de cinema na 'Era John Williams'.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 13 jan 2020 15:09
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OPINIÃO: Academia de Hollywood deveria ampliar premiação para produções da tevê

Uma observação a mais sobre o Oscar que sei que boa parte dos amigos não vai concordar: a Academia deveria premiar, também, as produções da tevê. Sei bem que é "Academy of MOTION PICTURE" mas também é de "ARTS AND SCIENCES".

Muito da criatividade da indústria cultural popular, hoje, se manifesta nos seriados. O cinema, até como sinal dos tempos, foca-se cada vez mais no arrasa-quarteirão. E acho até que isso, de certa forma, já vem acontecendo, já que os filmes de streaming, como 'O Irlandês' e 'Dois Papas', foram vistos por 99% da audiência em celulares, tablets ou TV's smart. E mais: os seriados têm despertado muito mais ligação emocional com os fãs do que os filmes. Movimentam muito mais gente.

Por que não criar categorias de seriados? Uma ideia muito mais viável, no que diz respeito a recuperar a audiência perdida dos últimos anos, do que a estapafúrdia ventilada no ano passado, de 'Melhor Filme Popular'. Fica a ideia aqui, jogada no ar, que nunca vai chegar a ninguém que decida esse tipo de coisa, rs...

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 13 jan 2020 14:42Atualizado em: segunda-feira, 13 jan 2020 14:56
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Mais pop, Oscar 2020 destaca Coringa, streaming e cinema coreano

OSCAR 2020 - O ano de 2020 pode ser o da consagração do Netflix. São diversas indicações entre as principais categorias, incluindo dois concorrentes a Melhor Filme (O Irlandês e Histórias de um Casamento). Pode ser o ano em que um filme estrangeiro vai levar o principal prêmio do ano (Melhor Filme). Pode ser até o ano em que um filme de super-herói (ou de super-vilão, no caso) vai vencer o Oscar. Mas eu duvido disso tudo. Acho que, ainda este ano, o cinemão tradicional vai prevalecer.

Pois é: a Academia de Cinema de Hollywood divulgou hoje os indicados ao Oscar 2020. A edição vai ser uma das mais pop dos últimos anos, com filmes de super-herói, de esporte, de guerra e uma produção asiática entre os principais indicados. É uma boa indicação do que vai ser a festa mas, na "hora do vamos ver", minha aposta é de que o cinemão tradicional deve levar as principais estatuetas com os dramas de guerra '1917' e 'Jo Jo Rabbit'. Coringa e Tarantino devem dividir os prêmios secundários. Detalhe: ficarei muito feliz se errar a previsão!

Entre os destaques deste ano estão 'O Irlandês', filme da Netflix dirigido por Martin Scorsese, o coreano 'Parasita' e o novo filme de Quentin Tarantino, 'Era uma Vez em Hollywood'.

Coringa, como era esperado, lidera com 11 indicações. Três filmes vêm na cola: O Irlandês, Jojo Rabbit (um drama ambientado na segunda guerra mundial) e 1917 (outro drama de guerra), cada um com 10 indicações. A grande surpresa foi o suspense coreano Parasita, que conquistou indicações a Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Filme Estrangeiro além de outras categorias técnicas.

O filme brasileiro Democracia em Vertigem está na lista de indicados ao Oscar 2020 na categoria "melhor documentário". Dirigido pela mineira Petra Costa, a produção aborda o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff, e o quadro político no Brasil.

O documentário brasileiro disputa o prêmio com American Factory (USA), de Julia Reichert e Steven Bognar; The Cave (USA), de Bruce Hunt; For Sama (USA), de Waad Al-Kateab e Edward Watts; e Honeyland (Macedônia), de Tamara Kotevska e Ljubo Stefanov.

Confira a relação completa dos indicados:

Melhor filme
Ford vs Ferrari
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de um Casamento
1917
Era uma vez em... Hollywood
Parasita

Melhor Ator
Joaquin Phoenix, por Coringa
Leonardo DiCaprio, por Era Uma Vez em... Hollywood
Adam Driver, por História de um Casamento
Antonio Banderas, por Dor e Glória
Jonathan Pryce, por Dois Papas

Melhor Atriz
Renée Zellweger, por Judy, Muito Além do Arco-Íris
Scarlett Johansson, por História de um Casamento
Charlize Theron, por O Escândalo
Cynthia Erivo, por Harriet
Saoirse Ronan, por Adoráveis Mulheres

Melhor Direção
Martin Scorsese, por O Irlandês
Todd Phillips, por Coringa
Sam Mendes, por 1917
Quentin Tarantino, por Era uma vez em Hollywood
Bong Joon Ho, por Parasita

Melhor atriz coadjuvante
Laura Dern, por História de um Casamento
Kathy Bates, por O Caso Richard Jewell
Florence Pugh, por Adoráveis Mulheres
Scarlett Johansson, por Jojo Rabbit
Margot Robbie, por O Escândalo

Melhor ator coadjuvante
Brad Pitt, por Era Uma Vez em... Hollywood
Joe Pesci, por O Irlandês
Al Pacino, por O Irlandês
Tom Hanks, por Um Lindo Dia na Vizinhança
Anthony Hopkins, por Dois Papas

Melhor Figurino
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Era uma vez em... Hollywood

Melhor mixagem de Som
Ad Astra
Ford vs Ferrari
Coringa
1917
Era Uma Vez... Em Hollwood

Melhor edição de Som
1917
Ford vs Ferrari
Coringa
Era Uma Vez... em Hollywood
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Melhor Trilha Sonora
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de Um Casamento
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Melhor curta-metragem de Animação
Dcera (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable

Melhor curta-metragem
Brotherhood
Nefta
Football Club
The Neighbors Window
Saria A Sister

Melhor documentário
Democracia em Vertigem
For Sama
American Factory
Honeyland
The Cave

Melhor filme estrangeiro
Corpus Christi
Honeyland
Dor e Glória
Parasita
Os Miseráveis

Melhor roteiro original
Entre Facas e Segredos
História de Um Casamento
1917
Era Uma Vez Em Hollywood
Parasita

Melhor roteiro adaptado
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Dois Papas

Melhor animação
Toy Story 4
Link Perdido
Como Treinar o Seu Dragão 3
I Lost My Body
Klaus

Melhor cabelo e maquiagem
O Escândalo
Malévola: A Dona do Mal
Coringa
Judy
1917

Melhores efeitos visuais
Vingadores: Ultimato
O Irlandês
Star Wars: A Ascensão Skywalker
Rei Leão
1917

Melhor fotografia
1917
Era Uma Vez Em Hollywood
Coringa
O Irlandês
O Farol

Melhor Design de Produção
1917
Era Uma Vez Em Hollywood
O Irlandês
Jojo Rabbit
Parasita

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 13 jan 2020 11:24Atualizado em: segunda-feira, 13 jan 2020 12:49
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