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O Povo e o Presidente. Em 1982

Em tempos sem internet nem redes sociais, a televisão era - e continua sendo mesmo com outras tecnologias - um grande veículo de disseminação de ideias e conceitos. Imagine então o presidente da República respondendo perguntas enviadas por telespectadores uma vez por semana em 1982. Era a proposta inicial do programa O Povo e o Presidente, com apresentação de Ney Gonçalves Dias na Rede Globo, no final das noites de domingo, a partir de 30 de maio daquele ano.

A atração era gravada às quartas-feiras, no Palácio da Alvorada, com um João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura militar, sem terno e de paletó esporte. As cartas eram selecionadas por uma equipe de repórteres e redatores montada pelo Departamento de Jornalismo da TV Globo de Brasília. Quem não entrasse na lista, também recebia resposta individual, enviada pelos Correios, com timbre da Secretaria Particular da Presidência.

Com o tempo, no entanto, a atração foi mudando de concepção, em meio às críticas da oposição e da imprensa. Primeiramente, foi interrompida por causa das transmissões dos jogos da Copa do Mundo da Espanha, entre junho e julho, e retornou em agosto.

Já em 1983, o dia de transmissão foi alterado, passando para as quartas-feiras. E não foi apenas isso: as questões eram da produção do programa e da assessoria do Palácio do Planalto. A palavra povo do título da atração estava, pelo visto, cada vez mais em desuso. Em julho, nova parada, desta vez para que Figueiredo cuidasse de problemas cardíacos. Só retornou em 21 de setembro e logo foi cancelado por alterações que seriam feitas na grade da Rede Globo.

Confira uma chamada de O Povo e o Presidente, gravada em 22 de maio de 1982, oito dias antes da estreia, ensinando como seria a mecãnica do programa, bem como indicando o local para serem enviadas as correspondências, e que está no canal Arquivos1000.

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Araken, um show de bom humor em verde e amarelo

Quem viveu a década de 1980 certamente conhece o Araken. Quem? Ora, o Araken, o garoto-propaganda mais animado do período na Rede Globo, interpretado por José Antônio Barros Freire, o Barrinhos, e que fazia a festa de todas as idades.

Primeiro, Araken foi o showman para anunciar a nova programação da emissora em 1984 e assim foi até a virada para o ano seguinte. Ele era um baixinho que fazia de tudo para ter uma chance com o empresário artístico Tony, mas nunca conseguia nada. Só - e não é pouco - o amor das mulheres.

Com a proximidade da Copa do Mundo de 1986, no México, Araken se transformou no golman, porém continuou dando show se disfarçando de várias profissões ligadas ao futebol, como empresário e árbitro. Até era que descoberto pelas belas mulheres que o adoravam.

Para o Mundial, cada vitória da Seleção Brasileira teria uma historinha do Araken derrotando o adversário da vez com suas meias de listras verde e amarelas e e a bandeira brasileira.

Foi assim na estreia - 1 a 0 sobre a Espanha, quando encarnou um toureiro. E seguiu na repetição do placar sobre a Argélia, quando salvou as odaliscas, nos 3 a 0 sobre a Irlanda do Norte, em que as mulheres foram resgatadas em um pub, e no típico corredor polonês, na goleada por 4 a 0 sobre a Polônia, já nas oitavas de final.

Nas quartas de final, porém, o Brasil acabou eliminado da Copa por 5 a 4 nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. A história de Araken, naturalmente, já estava preparada. E mostrava Napoleão Bonaparte na chamada pose em que perdeu a guerra. Foi mostrada posteriormente.

Na Olimpíada de Seul, em 1988, Araken reapareceu na Rede Manchete. O impacto, porém, não foi o mesmo. A injusta fama de azarado pela desclassificação brasileira na Copa acabou pegando. Porém, acima disso, ficaram mesmo a alegria e a lembrança de um personagem muito divertido da TV brasileira.

No vídeo abaixo, você confere quando a Seleção - ou melhor, o Araken - derrotou a Polônia nas oitavas de final da Copa de 1986, em vídeo do canal Arquivos1000. Lá, por sinal, tem todas as histórias do esperto baixinho nos triunfos do Brasil no Mundial. E Mexe Coração!

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: sexta-feira, 15 mai 2020 18:02Atualizado em: quarta-feira, 20 mai 2020 16:48
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Senna, um piloto em cena nos comerciais

Nos 10 anos em que pilotou na Fórmula 1, de 1984 a 1994, o piloto Ayrton Senna era uma espécie de midas: tudo que tocava, virava ouro.

A ousadia nas pistas do brasileiro era aguardada a cada fim de semana que houvesse uma corrida de Fórmula 1 ao redor do mundo. Ainda mais se chovesse.

A habilidade ao volante nem sempre se convertia em desenvoltura na frente das câmeras para atuar em comerciais, embora Ayrton fosse um emérito brincalhão com as luzes desligadas. Mas a condição de midas se revelava aí: sem tantas caras e bocas fazia o seu papel.

O patrocinador mais longevo da carreira de Ayrton Senna certamente foi o Banco Nacional, que o acompanhou na Lotus, na Mc Laren e na Williams.

O piloto foi garoto-propaganda da instituição financeira até sua morte, em 1 de maio de 1994, na curva Tamburello, no GP de San Marino, na Itália. Ironicamente, o banco faliu no ano seguinte e seus ativos ficaram com o Unibanco, hoje parte do Itaú.

Confira um comercial do Banco Nacional de 1990 que mostra Ayrton Senna fora das pistas, mas impossível de passar despercebido em qualquer ambiente e sempre disposto a deixar o seu autógrafo.

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Um pirulito com p de...pozinho

Se você falar para alguém hoje em dia que vai mergulhar um pirulito em um pó para lamber depois, acho que a ideia não será bem compreendida. Agora, se você entrar em uma máquina do tempo e fizer isso no Brasil da década de 1980 vão recomendar o Dipn´lik.

Lançado na década anterior nos Estados Unidos, o nome do produto, traduzido para o Português, significa "lambuza e lamba". O pó, que é composto de cristais de açúcar aromatizado, gruda no pirulito e está feita a festa da garotada.

Naquela época, existiam três sabores de Dipn´lik: uva, cereja e laranja, cada qual com a cor característica na embalagem. E vocês pensam que ele não existe mais? Existe sim! Ele até ficou fora das prateleiras, mas voltou em 2010, adquirido por outra marca, a Nutricandy Alimentos.

Além dos sabores que já existiam, mais oito surgiram: morango, tutti frutti, abacaxi, amora, framboesa, frutas vermelhas, groselha e salada de frutas. A empresa, inclusive, tem um site para compra e também destinado a lojistas que se interessem em vender o produto: www.dipnlik.com.br.

Se você tiver um Dipn´lik na mão, aproveite e curta este comercial do "pirulito do pozinho", produzido em 1987. Caso não tenha, veja também para conhecer ou relembrar!

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: sexta-feira, 24 abr 2020 15:55Atualizado em: sexta-feira, 24 abr 2020 16:05
  • pirulito   pozinho   Dipn´lik   
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De infantis só os produtos

A programação infantil praticamente sumiu das emissoras essencialmente comerciais abertas de TV. Antes, era comum você ter programas, desenhos, seriados e às vezes períodos inteiros do dia dedicados aos pequenos. Uma exceção é a TV Cultura, de São Paulo, justamente por sua característica.

Com os programas, foram junto também os comerciais feitos para vender produtos para as crianças, como brinquedos e guloseimas. A legislação publicitária apertou o cerco e, sem programas, não havia como fazer peças publicitárias.

Quem acompanha os canais por assinatura com programação 100% infantil nota que a história é diferente. Mas raramente algum comercial é produzido no Brasil. Geralmente ele vem em inglês ou espanhol, é dublado e são necessárias todas aquelas observações sobre o brinquedo. Parecem saídos de uma linha de montagem de uma fábrica.

Para matar a saudade de quem conheceu e cobiçou - e algumas vezes conseguiu ganhar - muitos brinquedos porque viu na TV, o blog Arquivos1000 traz de seu canal no YouTube um intervalo de 20 de junho de 1987 do programa Disneylandia, exibido na ocasião aos domingos pela Rede Globo.

Como o nome diz, o programa mostrava os personagens nas produções do consagrado estúdio. Nos intervalos, claro, produtos para o público infanti de um tempo que internet, certamente a principal vitrine para os pequenos, era coisa que nem a ficção científica trataval. Melhor que detalhar é clicar no link e assistir!

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  • Publicado por: Ted Sartori
  • Postado em: sexta-feira, 17 abr 2020 21:34Atualizado em: sexta-feira, 17 abr 2020 21:52
  • Comerciais   produtos   infantis   
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